segunda-feira, 22 de março de 2010

Belíssimo

We are the world


União de imensas vozes famosas da actualidade. Está simplesmente ESPECTACULAR. Dispensa qualquer comentário a meu ver sendo que o vídeo em si diz tudo. É só apreciar!


We are the world 25 for Haiti

domingo, 14 de março de 2010

Pedaços de música

Bad Romance


Bem, a febre Gaga veio para ficar e ao que parece poucos conseguem resistir-lhe? Qual o seu segredo? Bem, além de efectivamente cantar bem (sim ainda há quem oiça) tem uma originalidade muito peculiar que a faz destacar-se ainda mais do conjunto de "boas vozes" que há por aí.

Deixo em seguida um dos seus vídeos, Bad Romance. Além de muito original, o final é simplesmente dos mais engraçados que há por aí. Além disso a música fica no ouvido e não quer sair :)


Bad Romance - by Lady Gaga

terça-feira, 2 de março de 2010

Momentos Belos de Fantasia IV

Mesmo após a morte, continuam a lutar
(final fantasy VII)


Ora aqui vai um update com dois vídeos. O primeiro é uma curta cena de morte. Note-se que Final Fantasy VII é um jogo antigo e portanto os gráficos são o que podemos deles esperar claro. Mas não obstante é uma das mais belas e trágicas cenas da história de jogos e filmes, sem dúvida alguma, e que imortalizou o assassino como um dos mais perigosos de sempre. O segundo filme trata-se do desfecho do jogo que em seguida passo a explicar.

JENOVA, uma forma de vida alienígena que basicamente destruía planetas e usava o que restava deles para viajar até aos próximos chega à terra. Neste mundo, existe energia. Uma espécie de Corrente de Vida (lifestream) que é a fonte de toda a vida, e para onde tudo retorna após morrer. Contudo o Homem aprendeu a utilizá-la, chamando-lhe de "Mako energy", sugando a vida ao planeta para as suas obras literalmente. É assim que a corporação Shinra descobre a história dos Cetra, o povo antigo que segundo a lenda conhecia o local da terra prometida, um local fértil em energia de vida. É esta empresa que descobre o corpo de JENOVA e o guarda, aproveitando o seu poder alienigena para criar muitos soldados (usando as células de JENOVA).

O mais poderoso destes soldados, Sephiroth, decide seguir em frente com o dever da mãe de destruir o mundo, invocando para isso um grande meteorito que destruiria a terra. É aqui que entra também Aerith. Ela é a última descendente dos Cetra e por isso é perseguida pela corporação. Vemos aqui duas linhas de história distintas:

1 - A corporação que persegue Aerith para obter a localização da terra prometida
2 - Sephiroth que almeja destruir a terra

Nisto aparece Cloud Strife, um guerreiro com células de JENOVA que ajuda Aerith a escapar junto com AVALANCHE um grupo revolucionário anti-shinra. Este grupo viaja assim, fugindo às garras da corporação e tentando impedir que Sephiroth chegue à terra prometida (pois ele seria certamente mais danificador que Shinra) chegam à parte norte do continente. Aqui, uma zona sem dúvida com aura mística e forte em energia vital do planeta, vemos como Aerith que havia desaparecido reza para que energia sagrada impeça o meteoro invocado por Sephiroth. Contudo, este último na cena considerada por muitos como a mais chocante de todos os video-jogos mata a pobre rapariga.

Vemos assim esta a ser deixada no fundo do lago, nesta zona tão mistica, enquanto o grupo de heróis foge. Eles aprendem que Sephiroth é resultado da infusão de células de JENOVA com uma criança de sangue Cetra e daí o seu imenso poder. Com o desenrolar da história, e dado o imenso poder de Sephiroth, o meteoro de facto aproxima-se da Terra. Sem o poder de Aerith para poder ajudar a impedir a catástrofe, Shinra usa todo o seu poder para com um canhão tenta impedir Sephiroth que continua a invocar o meteoro numa cratera a norte do planeta além de prender a energia sagrada invocada por Aerith. Contudo, este canhão suga imensa energia do planeta e somente faz mais uma cicatriz neste, ferindo ainda mais um mundo já tão magoado.

No final do jogo, filme este que aqui coloco, vemos a morte de Sephiroth às mãos de Cloud. O meteoro aproxima-se então fatalmente do mundo, mas a energia sagrada invocada por Aerith em vida chega para socorrer o mundo, mas dado que esta faleceu antes de completar a invocação, vemos como não é suficiente para impedir o meteoro. O planeta é forte demais contudo, e pelo que se percebe no jogo, após morrer, Aerith integra na Corrente da Vida e com o mundo usando esta energia, o próprio planeta consegue impedir o meteoro destruindo-o.

Uma bela história de como um grupo de renegados se une por uma causa maior que eles. De como uma singela vendedora de flores podia ser tão importante, e dá a sua vida pelo bem do mundo. Um conto curioso de um planeta que com a ajuda de almas puras como a de Aerith consegue curar-se e evitar a sua próprio destruição mesmo quando esta parecia inevitável. A prova de como a mais simples pessoa pode ter um grande efeito no mundo. Não é preciso sermos grandes presidentes ou figuras públicas para sermos boas pessoas, para deixarmos uma pegada, uma prece importante no mundo.

Seja no trabalho, seja com amigos ou em voluntariado. Todos nós podemos fazer o bem, e à semelhança quer de Aerith que mesmo após a morte continuou a velar por todos, quer do grupo amigo de Cloud que apesar de ser composto por vários elementos renegados pela sociedade consegue lutar por um futuro melhor, é só querer! A vida é verdade que por vezes parece atacar-nos de todos os lados como acontece nesta história, mas também é verdade que há sempre esperança. Há sempre uma mão amiga disposta a ajudar, um sorriso atencioso que estará ali à nossa espera para nos consolar.

Final Fantasy VII é hoje considerado das mais belas histórias de sempre, quer pela sua forma intrincada e cheia de reviravoltas, quer pela sua mensagem tão profunda e cenas tão belas e emocionantes. Gráficos datados dada a sua data de criação, mas como todos sabemos, nem sempre a aparência é tudo.



Aerith's Death




Final Fantasy VII Scene

segunda-feira, 1 de março de 2010

Momentos Belos de Fantasia III

Palavras que ficaram por dizer
(final fantasy X-2)


Para terminar o update de hoje, deixo uma terceira cutscene, respectiva à sequela do jogo que já referi: Final Fantasy X-2. Aqui, a dor é substituída pela frustração. A morte, sempre presente dado o tema do jogo mas aqui em foque de forma diferente.

Após ter derrotado Sin, sem nada para fazer, Yuna torna-se uma caçadora de esferas, items que à semelhança de cassetes e CD's eram usados para fazer gravações, e numa das quais ela vê um homem parecido a Tidus, o que a leva a querer saber mais. Algumas destas esferas permitiam que Yuna e as suas colegas através de tecnologia moderna, conseguissem aceder a certas habilidades (desde cantar a ser "experts" em alquimia por exemplo). A de dança em especial, aparentava ter sido propriedade de uma cantora/summoner de há mil anos atrás - Lenne. Através da esfera, e dada a sua semelhança, Yuna começa a ter sonhos com Lenne, e o misterioso personagem parecido com Tidus aparenta reconhecer Lenne em Yuna!

Com o desenrolar da história, aprendemos que 1000 anos antes, Shuyin (o rapaz mistério) era um jogador famoso de blitzball (o jogo popular da altura) e amante de Lenne, uma cantora popular e summoner de topo. Sabe-se que a memória de Shuyin sonhada pelos faith (como já falado em posts anteriores) iria dar origem ao Tidus da história que aparece no jogo o que explica o porquê de Lenne se manifestar através de Yuna que também era cantora, summoner e por sinal amante do "humano" criado a partir da memória de Shuyin. Ambos tendo vivido na época das guerras tecnológicas presenciaram a terrível guerra entre Zanarkand e Bevelle. Nesta guerra, Zanarkand envia os summoners para a frente de batalha, separando o casal. Isto leva a que Shuyin temendo a morte de Lenne pense que a única forma de a salvar era infiltrar-se em Bevelle, comandar a sua arma de destruição maçiça Vegnagun (que nunca chegou efectivamente a ser usada no passado dado o aparecimento de Sin) e destruir Bevelle, acabando com a luta.

Lenne, sendo uma pessoa de bem apercebe-se das intenções do amado e incapaz de deixar que ele matasse os inocentes cidadãos de Bevelle por ela, segue-o. Encontra Shuyin em Bevelle quando ele está a começar a comandar o painel de controlo de Vegnagun (um orgão musical!) e antes que ele pudesse usar o canhão gigante do monstro para destruir a cidade ela pede-lhe que pare. Shuyin acede aos pedidos de Lenne, mas um grupo de soldados de Bevelle chega no mesmo instante e mata a tiro o casal. Fatalmente ferido, Shyuin não consegue ouvir as confissões de Lenne de amor por ele antes de morrer ao contrário de Tidus que ouve Yuna a dizer que o ama antes de desvanecer.

Assim, ao longo dos seguintes 1000 anos, o desespero e frustração de Shuyin acerca da sua incapacidade de salvar Lenne uniu-se a pyreflies (pequenos seres que conseguem aceder aos sentimentos das pessoas e materializa-los ainda que somente de forma temporária e holográfica) de tal forma que nunca teria descanso nem na morte e para sempre reviveria essa tragédia, essa sua falha. Ao longo do tempo, o sentimento tornou-se tão poderoso que começou a agir por si mesmo, vindo a pensar que para além de ajudar as pessoas, conseguiria "desvanecer" junto com Lenne se destruísse o mundo. Sabendo disto, Yuna apercebe-se que quem controlava os líderes das facções inimigas (após a era dos summons surgiram principalmente dois "partidos": Youth Leage - os guerreiros práticos e que recusavam manter a religião de Yu Yevon e o culto aos summoners; New Yevon - a reformulação da igreja de Yu Yevon que se tentava adaptar ao novo mundo sem perder os antigos costumes) actualmente era Shuyin (possuindo-os) e que se os soldados em si não perdessem o ódio entre si e se unissem, o mundo poderia ser destruido, por um plano com 1000 anos de congeminação.

Yuna faz então um concerto onde reúne ambos os partidos, e usando a esfera de Lenne projecta por acidente no ecrã gigante as memórias de Lenne dos seus últimos momentos. Vendo as imagens projectadas e acompanhadas pela canção de Yuna, as pessoas começam a perceber que lutar entre si era contra producente e Yuna percebe finalmente ao ver Lenne a cantar ao seu lado em espírito o porquê de Shuyin a confundir com Lenne.

Uma história que apesar de complicada e cheia de reviravoltas, se resume à frustração e dor que existe quando não ouvimos as palavras certas da pessoa certa. Não necessariamente um amo-te como no caso da história. E nem havendo consequências tão dramáticas como a destruição mundial. Mas o facto é que por vezes faz falta ouvir aquelas frases. "Obrigado", "sempre que precisares estou aqui", "gosto de ti", isto claro citando só as mais óbvias pois na mente de cada um milhentas outras frases que adoraríamos ter dito ou ouvido podem aparecer.

Às vezes pode parecer desnecessário mas o pior arrependimento às vezes, é o de não termos dito o que queríamos e depois perdermos a chance pois como também sabemos, nem sempre teremos as mesmas oportunidades na vida. Ou então o revés: não termos ouvido o que tanto queríamos ouvir enquanto podíamos ouvi-lo e depois... já não podermos mais ter essa chance.

Segue em seguida o concerto de Yuna, intercalado com outras cenas pois a versão da música que quero mostrar é a completa e no jogo somente aparece a resumida. Sendo uma das músicas mais belas e com mais significado da série, já para não falar a minha preferida, foi previamente usada noutro post onde abordei o assunto a ela respeitante mais em foco sem explicar a história em si (motivo principal deste post. historia e realidade, o paralelismo) e onde forneço também a letra da música e a cutscene original do jogo em incrementos.

Post >> 100 words - Quando devíamos falar... mas não falamos... (Novembro de 2008)


1000 Words