quarta-feira, 5 de agosto de 2009

You Raise Me Up


A força, o apoio, a amizade e o amor


Todos nós temos momentos em que estamos em baixo. Em que estamos no fundo do mais profundo e escuro poço. Ninguém nos ajuda, já não vemos a luz e começamos a perder a esperança. Foi o ano que reprovámos, o amor ou amigo que perdemos, a missão que falhámos, a ajuda que não demos.

Não importa qual o poço em que caímos, mas sim o facto de todos algum dia cairmos! A qualquer pessoa é familiar a dor e o sofrimento, aquele sentimento de desespero horrível que nos despedaça até os mais fortes pedaços de alma. Ficamos vazios e sozinho, sem vontade de nada. Mas não precisa ser assim!

Quando tudo parece estar perdido, sem solução. Quando as nossas asas não mais têm vontade nem força para voar. Quando o ar que inspiramos não mais nos dá vida mas somente nos permite ir sobrevivendo igual a animais sem alma. É nestes momentos que devemos lembrar-nos de quem somos e de quem nos rodeia.

Cansado estou também eu, de sentir a dor tomar conta e a esperança escapar-se por entre os dedos. Quantos sonhos, planos e alegrias deitados por terra! Mas é nessas alturas que vejo o que está à minha volta. Tenho os meus amigos, que eternamente me apoiam e me dizem que tudo vai correr bem. Tenho os meus melhores amigos que dizem que mesmo que não corra bem, eles ali estarão para me ajudar a ultrapassar o que quer que aconteça, tenho quem amo mais que tudo para me dar aquele abraço especial, e que sem nada precisar dizer me faz sorrir como nenhum outro. Com certeza se dá mais valor ao apoio e ajuda dos dois últimos referidos, mas e quando um deles falha? Ou simplesmente não existe? Pois é, tudo deveria estar perdido, se não tivéssemos a nossa bengala para continuar a andar, as nossas asas sobresselentes para continuar a voar.

Mas não! Temo-nos a nós mesmos! Podemos às vezes ser a origem da nossa própria dor, os causadores dos erros que nos atormentam. Contudo nada disso importa! E porquê? Pois independentemente do que se tenha passado, independentemente do quanto tenhamos sofrido ou feito sofrer, ninguém nos consegue ajudar melhor que nós mesmos! Obviamente a ajuda dos amigos é indispensável, mas se nós próprios não nos quisermos ajudar, então eles nada poderão fazer! Precisamos aprender a apoiar-nos a nós mesmos, a ser o nosso porto seguro, a nossa força antes de a buscar nos demais! E ninguém é fraco demais para ultrapassar seja o que for. Cada um de nós é mais forte do que pensa, e normalmente mais frágil do que os demais pensam. E é nesse meio termo que devemos agir! Devemos ultrapassar os nossos limites e preconceitos, sem nunca deixar de reconhecer os nossos defeitos aceitando o apoio genuíno quando nos este nos é oferecido.

Fraco é aquele que guarda tudo para si e recusa pedir ajuda. Frágil é aquele que se julga inferior aos seus problemas e sofrimentos. Incapaz não é aquele que falha, mas aquele que não ousa tentar ajudar-se a si mesmo! É portanto assim que vamos sobrevivendo. Sendo mais fortes a cada dia que passa. Tropeçando pelo caminho, mas nos erguendo cada vez mais alto de cada vez que seguimos em frente, de cada vez que nos ajudam e nos carregam aos ombros um passo de cada vez.

É sobre isto que fala a minha música preferida. Sobre aquele que nos levanta, que nos dá forças para enfrentar as maiores tempestades da vida e ultrapassar os maiores obstáculos da existência! Seja esse "ele" um amigo, um melhor amigo, o nosso amor ou até nós mesmos! O que interessa é que saibamos que há sempre alguém aos ombros de quem nos podemos colocar para mais alto chegar!



You Raise Me Up
(letra da versão original - by Secret Garden)



When I am down and, oh my soul, so weary;
When troubles come and my heart burdened be;
Then, I am still and wait here in the silence,
Until you come and sit awhile with me.

You raise me up, so I can stand on mountains;
You raise me up, to walk on stormy seas;
I am strong, when I am on your shoulders;
You raise me up: To more than I can be.

You raise me up, so I can stand on mountains;
You raise me up, to walk on stormy seas;
I am strong, when I am on your shoulders;
You raise me up: To more than I can be.

There is no life - no life without its hunger;
Each restless heart beats so imperfectly;
But when you come and I am filled with wonder,
Sometimes, I think I glimpse eternity.

You raise me up, so I can stand on mountains;
You raise me up, to walk on stormy seas;
I am strong, when I am on your shoulders;
You raise me up: To more than I can be.

You raise me up, so I can stand on mountains;
You raise me up, to walk on stormy seas;
I am strong, when I am on your shoulders;
You raise me up: To more than I can be.

You raise me up: To more than I can be.



By Celtic Woman



By Josh Groban



By Westlife



By Secret Garden (original version)





*Carlos

terça-feira, 23 de junho de 2009

Diferenças... Igualdades...

Será que interessa mesmo, a diferença ou a igualdade existente entre cada um de nós?



Todos sabemos de cor, a história de que "cada um de nós é único e especial". Ouvimos a mesma frase centenas de vezes enquanto somos crianças, e aprendemos que todos somos iguais independentemente da classe social, raça, religião ou idade, mas diferentes ao mesmo tempo. Mas é engraçado se pensarmos no fundo da questão. Ora se formos todos diferentes, partimos do pressuposto que cada um, que cada grupo de indíviduos tem direito a ser tratado da forma especial e única como merece certo? Mas... se assim é:

- Estamos prontos para ser reconhecidos como pretos/brancos/morenos e não levarmos a mal?

- Estamos prontos para ser vistos como o cristão, o judeu, o hindu, e não nos ofendermos?

- Se nos fizerem distinção num emprego de por exemplo sexos, compreenderemos nós que se calhar é por sermos diferentes e não por estarmos a ser discriminados?

- Se o nosso chefe recebe três vezes o nosso ordenado, pensaremos nós que o recebe de forma justa?

- Quando somos evitados por ser diferentes, estaremos a ficar magoados ou compreendemos que nem todos nos damos com o mesmo tipo de pessoas?

Isto soa tudo um tanto racista. Mesmo quando não se está a ofender ninguém as pessoas, na sua maioria já partem do princípio que as estamos a ofender porque as estamos a tratar como se fossem diferentes dos demais. Ok, então afinal não somos tão diferentes assim quanto queríamos ser. E não não é levar a coisa à letra, pois se todos somos diferentes, então porquê reagir mal quando nos tratam pela nossa diferença e não pelo que temos em comum com os demais?

Vamos agora pensar no caso oposto. Somos todos iguais. Já soa mais civilizado não já? Direitos iguais, e deveres iguais. Ups, essa palavra... os deveres... Se somos todos iguais então:

- Somos todos vistos pela justiça de forma igual dado que sejamos igualmente inocentes/culpados?

- Recebemos todos o mesmo ordenado ao final do mês dado que trabalhemos as mesmas horas?

- Todos recebemos o respeito que merecemos?

- Há discriminação na hora de atribuir empregos, dinheiros, géneros ou qualquer outro bem pessoal ou social?

- Temos direito a reclamar tratamento especial seja onde for, se somos todos iguais?

- Devemos recusar-nos a fazer um trabalho, em prol de alguém menos graduado? Mas não somos todos iguais?

Bem pelos vistos sermos todos iguais também não é boa solução. Se por um lado a diferença nos ofende, discrimina e marginaliza, a igualdade total tira-nos a individualidade e essência única de cada um. Hum... provavelmente todos temos coisas iguais e diferentes. Todos iguais mas todos diferentes... lá está, outra frase que ouvimos desde sempre. E esta já parece ser mais ponderada, mas será realmente tudo tão bonito assim? Se dentro da igualdade temos direito a que nos respeitem a individualidade então porque é que:

- Há racismos em relação a crenças, sexos, orientações sexuais e posições sociais? (não temos todos direito a ser únicos desde que não magoemos os demais?)

- Os inocentes pobres são condenados e os ricos culpados são ilibados? (a justiça não deveria olhar para todos de forma igual e condenar de forma justa?)

- Quem se ama e não faz mal a ninguém, não pode demonstrá-lo por ter medo de represálias? (se todos amamos porque é que só alguns podem vivê-lo sem medo?)

- Se somos igualmente formados e competentes, porque é que o filho do chefe ganha mais que eu? (não devemos todos poder obter recompensa digna daquilo que porque nos esforçamos?)

Pois é. Aparentemente, mesmo sendo todos iguais na diferença multicultural, continuamos a assistir a extremismos e injustiças. "É uma selva. É matar ou morrer". Há quem descreva a vida assim. Mas será realmente justo que tenhamos que pisar os nossos iguais, para conseguir vingar por cima das nossas diferenças?


*Carlos

sábado, 6 de junho de 2009

Conselhos de Esculápio


Agora que me vejo, a chegar ao final do meu primeiro ano, penso seriamente se este é o caminho que escolhi. Ao contrário de postagens anteriores, não vou dissertar, por agora, sobre este tema, mas sim remeter o assunto a um belo texto, lido nas aulas de História da Medicina, às quais nunca fui, mas para o exame da qual estou a estudar e aprendi a gostar um pouco.

"Queres ser médico, meu filho? Essa aspiração é digna de uma alma generosa, de um espírito ávido pela ciência. Desejas que os homens te considerem um Deus que alivia seus males e lhes afugenta o medo. Mas, pensaste no que se transformará a tua vida?

Terás que renunciar à vida privada: enquanto a maioria dos cidadãos pode, terminado o trabalho, distanciar-se dos importunos, a tua porta estará sempre aberta a todos. A qualquer hora do dia e da noite virão perturbar o teu descanso, o teu lazer, a tua meditação; já não terás hora para dedicar à família, aos amigos, ao estudo... Já não te pertencerás.

Os pobres, acostumados a sofrer, chamar-te-ão só em caso de urgência. Mas os ricos tratar-te-ão como escravo encarregado de remediar os seus excessos; seja porque têm uma simples indigestão, seja porque estão resfriados; farão com que te despertes e venhas a toda a pressa, logo que sintam alguma moléstia. Terás que te mostrar interessado pelos detalhes mais comuns da sua existência; terás que lhes dizer se devem comer carne de boi ou peito de galinha, se lhes convém andar deste ou daquele modo. Não poderás ir ao teatro nem ficar doente: terás que estar sempre pronto a acudir, quando chamado.

Eras rígido na escolha de teus amigos. Procuravas o convívio de homens de talento, de almas delicadas e de bons conversadores. Agora não poderás descartar os chatos, os pouco inteligentes, os presunçosos, os desprezíveis. O mal feitor terá tanto direito à tua assistência como o homem honrado: prolongarás vidas nefastas e o sigilo da tua profissão proibir-te-á impedir ou denunciar acções indignas das quais serás testemunha. Acreditas firmemente que com o trabalho honrado e o estudo atento poderás conquistar uma reputação: tem presente que te julgarão, não pela tua ciência, mas pela casualidade do destino, pelo corte da tua roupa, pela aparência da tua casa, pelo número dos teus criados pela atenção que dedicas às conversas informais e aos gostos dos teus clientes. Haverá os que desconfiarão de ti se não usas barba, outros se não procedes da Ásia; outros se acreditas nos deuses; outros se és ateu.

Gostas da simplicidade: terás que adoptar a atitude de um profeta. És activo, sabes quanto vale o tempo. Não poderás demonstrar cansaço ou impaciência: terás que escutar relatos que procedem do começo dos tempos, quando apenas se quer explicar a história de uma prisão de ventre. Os ociosos virão ver-te pelo simples prazer de conversar: servirás de escoamento para as suas mínimas vaidades. Embora a medicina seja uma ciência incerta, que graças aos esforços de seus discípulos vai adquirindo pouco a pouco, um certo grau de certeza, não te será permitido duvidar , sob pena de perderes a confiança que em ti depositam. Se não afirmas que conheces a natureza da enfermidade, que possuis o remédio para curá-la, o povo te trocará pelos charlatães que vendem a mentira que eles necessitam.

Não contes com o agradecimento de teus enfermos. Quando se curam, terá sido por sua própria robustez; se morrem fostes tu o culpado. Enquanto estão em perigo, tratam-te como a um deus: suplicam-te, exaltam-te, enchem-te de elogios. Apenas começam a convalescer, já os estorvas. Quando se lhes fala dos honorários, aborrecem-se e denigrem-te. Quanto mais egoístas são os homens mais solicitude exigem.

Não penses que esta profissão tão dura te tornará um homem rico. Asseguro-te: é um sacerdócio, e não seria decente que tivesses os ganhos de um comerciante de azeite ou de um político.

Compadeço-me de ti se te atrai o belo: verás o mais feio e repugnante que existe na espécie humana. Todos os teus sentidos serão maltratados. Terás que encostar o ouvido em peitos suados e sujos, respirar o odor das pobres favelas, os fortes perfumes das prostitutas; terás que palpar tumores, tratar de chagas verdes de pus, examinar urina, remexer em escarros, fixar o olhar e o olfacto em imundícies, colocar o dedo em muitos lugares.

Quantas vezes, num belo dia ensolarado, ao sair de uma representação de Sófocles, te chamarão para atender alguém acometido de cólicas abdominais, que te apresentará um urinol nauseabundo, dizendo satisfeito: “ainda bem que tive a precaução de não jogar fora”. Recordas então que terás que agradecer e mostrar todo o teu interesse por aquela dejecção.

Até a própria beleza das mulheres, consolo dos homens, se desvanecerá para ti. As verás pelas manhãs, desgrenhadas, desprovidas de maquilhagem, com parte dos seus atractivos espalhados pelos móveis do quarto. Deixarão de ser deusas para se converterem em seres afligidos pela miséria, sem graça. Só sentirás por elas compaixão.

O mundo parecer-te-á um grande hospital, uma assembleia de seres que se queixam. A tua vida transcorrerá à sombra da morte, entre a dor dos corpos e das almas, assistindo algumas vezes ao luto de quem está destroçado por haver perdido o pai, e outras vezes, a hipocrisia daquele que, à cabeceira do agonizante, faz cálculos sobre a sua herança.

Pensa bem enquanto há tempo. Mas se, indiferente à fortuna, aos prazeres, à ingratidão e, sabendo que te verás, muitas vezes, só entre feras humanas, ainda tens a alma estóica o bastante para encontrar satisfação no dever cumprido; se te julgas suficientemente recompensado com a felicidade de uma mãe que acaba de dar a luz, com um rosto que sorri porque a dor passou, com a paz de um moribundo que acompanhaste até ao final; se anseias conhecer o Homem e penetrar na trágica grandeza de seu destino, então, torna-te médico, hoje mesmo."


*Carlos

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Forgive, forget, learn and... try to be happy!

Para tentar ser feliz, por vezes há saber perdoar e seguir em frente!




Todos temos os nossos momentos de felicidade com toda a certeza, tal como todos temos os nossos momentos de tristeza. Os momentos felizes podemos achar que valeram ou não a pena, que compensaram ou não os momentos tristes já vividos mas o facto é que temos que os viver de qualquer forma. Quer de forma mais intensa, ou menos intensa, a dura realidade é que todos temos as nossas cruzes para carregar, independemente de crenças, sexos, raças, idades ou culturas.

Acredito no entanto, que além do facto de todos termos que viver o bom e o mau, e não somente um dos dois, também é comum a todos a necessidade de perdoar, de esquecer, de seguir em frente, pois se não o fizermos corremos o risco de cair numa espiral de tormento da "alma". Talvez seja a forma do destino dos indicar o caminho a seguir. Talvez seja a forma do nosso subconsciente se autoflagelar até que o lado consciente acorde para a vida e siga em frente! Não interessando o porquê nem o como, falo apenas do "quem"...

Durante a nossa vida, todos vivenciamos as coisas de forma única. Podemos achar-nos mais ou menos altruístas, mais ou menos inteligentes, mais ou menos tudo e mais alguma coisa que possamos encontrar no dicionário! Podemos pensar e achar muita coisa, racionalizar logicamente e profundamente reflectir sobre tudo o que bem entendermos, mas por muito que queiramos, é difícil ter certezas neste mundo. Não falo só de poder ou não citar afirmações sobre outrém, mas até mesmo sobre nós próprios! É difícil conhecermo-nos a nós mesmos a 100% quer tenhamos 19 ou 91 anos, pois o facto é que a vida é uma constante aprendizagem.

Ok, aos 90 anos é mais dificil modificarmos algo na nossa forma de ser, mas nem só de rotinas e previsibilidades nós somos compostos! Claro que cada um tem uma forma característica de ser, e inevitavelmente acabará por se definir e responder de forma lógica e coerente a determinados estimulos. Mas isto é o somente o quotidiano, e não o raro, o acaso, a coincidência. Podemos achar que por ser pessoas bondosas e altruístas mais facilmente perdoariamos a alguém que nos magoasse de alguma forma, ou ao contrário, acharmos que porque temos dificuldade em esquecer as coisas, perdoar é algo que está em alguns casos mais graves fora do nosso alcance.

Limites precários e temporários é isso o que chamo às previsões que fazemos das nossas próprias reacções perante coisas raras e que ainda nunca vivenciámos, pois a verdade é que são previsões baseadas em verdades que não correspondem à situação real! E o que fazemos quando descobrimos que não agimos da forma esperada? Bem isso vai da reacção e da maneira de ser de cada um! Se reagimos pior do que esperávamos, quer em termos de violência, quer talvez de inflexibilidade ou rispidez, talvez seja boa ideia rever a imagem que temos de nós mesmos, e avaliarmos como somos em situações raras, de stress (ou não) e fortes/curiosas emoções.

Se por outro lado ficamos surpreendidos pela positiva, e vemos que afinal conseguimos manter a calma perante o desastre, ou perdoar perante a traição, ou ajudar perante a queda do "inimigo", então talvez seja também hora de reflectirmos sobre nós mesmos e pensarmos que se calhar, se conseguimos em situações, para nós mesmos de limite, reagir bem, talvez sejamos nós mesmos que nos impedimos de reagir bem perante outras situações. Pois difícil é para quem de natureza reage mal no extremo, vir a reagir bem no quotidiano, mas mais dificil é para quem reage bem na situação limite e não se permite reagir igualmente no dia-a-dia, que venha a reagir bem.

Sejam estereótipos sociais, familiares ou entraves mentais por nós mesmos implantados, devemos primeiro que tudo pensar que se ultrapassámos o obstáculo maior, não seremos nós mesmos a atar os nossos próprios pés ao chegar perante os demais obstáculos? Apercebamo-nos então de quem somos na realidade, e não tenhamos medo de dizer que mudámos. Não temamos a mudança quando ela traz coisas boas a nós e aos que nos rodeiam, mas sim abracemos essa mudança pois dela brota um exemplo a seguir. Que tape a cara aquele que recusa perdoar quem o magoa por um malentendido, mas segue e perdoa os maiores crimes da humanidade àqueles que ama, e por oposto da lógica, que erga o queixo e caminhe orgulhoso, aquele que perdoou embora sob criticas tanto o amado que o traiu, como o amigo que o magoou, como o desconhecido que por coincidencia da vida sobre ele alastrou maldade.

Há quem diga que perdoar é divino. Que perdoar está ligado ao transcendental e ao religioso, mas para mim, isso é tudo uma questão de perspectiva. Para mim, perdoar em nada é divino, mas sim uma das expressões máximas de perfeição humana. "Mas a perfeição não existe" - ok, ok, peço perdão aos que tudo lêem e interpretam de forma literal, e para esses passo a explicar-me: a perfeição ideal é de facto inexistente, mas existe sim uma perfeição humana. Ela é cheia de defeitos sem dúvida, mas de defeitos que são aceites, reconhecidos e trabalhados para que possam em conjunto com as qualidades formar um todo uno e equilibrado, dentro é claro, de toda a subjectividade, unicidade e variabilidade inata a todo o ser vivo. É dentro desta perfeição humana que englobo o perdoar, o esquecer e o seguir em frente. Pois a vida, independentemente das crenças de cada um, é a única coisa real com que podemos contar por agora, e se não a vivermos ao máximo, então podemos estar a desperdiçar a única oportunidade que temos de viver! "Mas a reencarnação, a vida além da morte" - ok, eu preocupo-me com essas coisas quando lá chegar! Mas por agora, quero aproveitar a minha vida, tentando vive-la ao máximo!

E para viver ao máximo, para dominar esta arte que é viver num "Carpe Diem" constante, o perdão é só mais uma das muitas ferramentas que para mim deve ser usada, pois só com ele podemos ter (com ajuda do tempo e dos que nos rodeiam é verdade) paz de espírito e ser felizes de certo momento em diante. Memórias nunca serão esquecidas, mas também disso não passarão, de memórias, que nos servem de aprendizagem no máximo. Perdoemos então a quem temos que perdoar, esqueçamos o que devemos esquecer, e independemente de conseguirmos ou não reagir bem e aplicar estas coisas, tentemos aprender com tudo e sempre seguir em frente com a nossa vida, pois por agora, é a única de que dispomos e se não dermos o "tudo por tudo" para ser felizes AGORA, então podemos vir a arrepender-nos disso mais tarde. Afinal de contas, só não vive quem não tenta, só não sofre quem não tenta, mas só é feliz quem nunca desiste de tentar!


*Carlos

sábado, 11 de abril de 2009

É não é? Foi? Será? Ahn??????


Porque é que sempre que decidimos algo, o destino nos troca as voltas?




Este destino faz-nos com cada coisa que só visto! Tantas vezes na nossa vida nos deparamos com situações em que a indecisão, a demora e o medo nos prejudicam. Tentamos então ser pessoas mais fortes, firmes de si mesmas e confiantes, para evitar estragar tudo. E por algum tempo até resulta... contudo nada mais é do que uma ilusão, do que uma nua e crua ilusão.

Quando decidimos algo, quando escolhemos que rumo vamos tomar de certo momento em diante, pensamos ter resolvido quaisquer incertezas, quaisquer problemas que nos aflijam. Mas como o nosso fado é uma coisa imprevisívelmente previsível, óbvio é o facto de que mais tarde ou mais cedo iremos ser confrontados com o momento de abandonar o rumo tomado para conseguir sobreviver a determinado momento com o minimo de sofrimento e máximo de alegria possíveis. É tão chato, tão aborrecido quando vemos que precisamos de voltar atrás no que dissemos se quisermos ser felizes, se quisermos evitar fechar alguma porta que acabou de se abrir perante nós.

- Nunca mais bebo

- Nunca mais acordo tarde

- Nunca mais me apaixono

- Nunca mais grito com ninguém

- A partir de hoje farei tudo desta forma, para não sofrer desnecessariamente

E claro, nem uns meses depois, acabamos por beber, por adormecer, por nos apaixonar, gritar ou resvalar em comportamentos que andavamos a evitar. E é então que pensamos se realmente o que tínhamos decidido em primeiro lugar foi sábio. Se nos afastarmos ou aproximar-mos de algo foi a melhor decisão, ou somente fruto da nossa imaturidade perante tal assunto.

Pessoalmente, acho que nem é uma coisa nem outra. Todos temos dentro de nós a capacidade de ser responsáveis e tomar decisões sábias em qualquer momento da vida. É absolutamente rídiculo pensar que somente quem já viveu todas as situações acerca de determinado assunto, consegue decidir sabiamente acerca dele. E porquê? Pois existem infinitas situações que podem acontecer!!!!!

Não conseguimos adivinhar o que o futuro nos espera. Nem construir seja o que for se só nos basearmos em decisões 100% seguras e certas. Devemos apenas pensar em cada momento, em cada cruzamento da nossa vida como algo único e irrepetível, perante o qual temos que escolher o melhor rumo possível, dadas as ferramentas racionais adquiridas até à altura! E quando mais à frente no nosso caminho virmos que se calhar podíamos ter tomado outros rumos mais acertados, não nos arrependamos do que fizémos, pois se na altura fizemos o melhor que sabíamos então nada mais que isso nos pode ser exigido.

O que hoje é correcto para mim, pode amanhã já não ser. Tudo é mutável além da morte! Então vivamos com essa mutabilidade de nós mesmos e do que nos rodeia, sem vergonha de errar, sem medo de voltar atrás, sem medo de tentar viver com as nossas escolhas! De novo evoco aquela frase tão conhecida... Carpe Diem... apesar de ser cliché, velha e tão vaga, o facto é que aparenta ser igualmente acertada e sábia! Devemos em cada momento aproveitar ao máximo, contudo sempre da melhor forma possível... da forma mais sábia possível... Então se calhar, "Carpe Diem com juízo" que tal?


*Carlos

domingo, 29 de março de 2009

Perfeição


É instinto natural do Homem,

Procurar a perfeição nas coisas,

Tentar alcançá-la,

Tentar conquistá-la.


Mas por vezes,

A perfeição não é o que nós pensamos,

Por vezes enganamo-nos

E vemos algo perfeito onde não existe perfeição.


É este o efeito da paixão,

Fazer-nos ver o que não é real,

Fazer-nos pintar quadros surrealistas,

Que ultrapassam o credível.


Para quem está apaixonado,

Aquela pessoa especial é muitas vezes perfeita,

Ainda que tenha mil e um defeitos,

Nada turvará a sua imagem.


E iludidos, continuamos a viver,

Na esperança de poder conquistar essa perfeição,

Na esperança de a ter só para nós,

Na esperança de a podermos imitar.


Mas não será esta ilusão, a nossa razão de viver?

Não será a esperança de atingir algo melhor que nos motiva?

Não será a esperança de encontrar a alma gémea que nos move?

Não será a esperança de ser perfeitamente feliz que nos faz viver?


É verdade, sem a ilusão de alcançar a perfeição,

Tudo perderia o interesse inicial,

Mas será bom ficarmo-nos pela primeira impressão das coisas?

Não devemos nós querer amar aquilo porque nos apaixonámos?


Pois até a melhor obra de arte é imperfeita,

Tal como tu, que para mim, aparentas ar de perfeição,

Mas que eu sei apenas ser ilusão,

E é aqui, que o meu amor conquista a minha paixão,

Pois a paixão pinta-te de perfeição,

Mas é o amor, que me permite amar até os teus defeitos…



*Carlos

O teu último dia


Será que o passavas em família,

Relembrando os bons momentos,

Vendo álbuns velhos e poeirentos,

Cheios de memórias de outrora?


Ou será que irias fazer algo radical,

Como budgee-jumping,

Ou pára-quedismo,

Algo que desafiasse a morte antes de tempo?


Não, talvez preferisses estar com os teus amigos,

Talvez preferisses jogar à apanhada,

Ou à garrafa, ou mesmo só estar na galhofa,

Todos juntos uma última vez.


Ah, ou então, poderias estar com aquela pessoa especial,

Fazer amor uma última vez,

Acariciar os seus cabelos, sentir os seus lábios,

Sentir o seu calor ardente antes de partires.


Seria de facto, uma decisão difícil,

Mas será que esta decisão seria precisa?

Não poderias tu fazer um pouco de tudo?

Será que temos que escolher apenas uma coisa?

Eu saberia o que fazer…


Passaria a madrugada, a fazer loucuras,

Que sempre quis fazer,

Passaria a manhã com os meus amigos,

Rindo e desfrutando de cada momento,

Passaria a tarde com a minha família,

Em paz de espírito e ternura.


Mas o fim do dia, o por do sol, e o cair da noite,

Passaria a teu lado, dizendo que te amo,

Sentindo uma ultima vez,

O toque da tua pele, o cheiro dos teus cabelos,

Admirando os teus olhos, ouvindo a tua voz,

Vendo aquele filme especial, a teu lado, encostado a ti…

E então, ao bater da meia-noite, fecharia os olhos,

E deixar-te-ia então, meu anjo, para me juntar a outros doutras paragens.



*Carlos

Poemas por aí... [4]


Porque tens de ser tão perfeita?

Quero amar-te mas como sempre

Meu coração não deixa…

És aquilo com que eu sempre sonhei…

A namorada perfeita!

És romântica, amorosa

Tudo o que eu sempre quis!!!

Então não percebo!?!?!?

Se és tudo com que eu sempre sonhei

Porque não te amo?

Será por seres perfeita?

Porque não me deixas ama-la?

Só me fazes sofrer…

Deslumbras-te com os sorrisos,

As suas palavras

O que ela te diz e te dedica

E no entanto não me deixas ama-la…

Porquê?

Eu odeio-te porque só me fazes sofrer.

Amar quem não quero

E quem amava amar

Não me deixas!!!

És um egoísta e maldoso

Pois parece que adoras ver-me sofrer

Em vez de me quereres ver feliz

Como devia de ser!!!

ODEIO-TE com todas as minhas forças



*Carlos

Poemas por aí... [3]


Porque me pareces tão perfeito

Enquanto eu sei que não és?

Porque me pareces lindo

Quando não és nada de especial?

Porque me pareces simpático

Quando sei que na o és,

Na maior parte das situações?

Porque me pareces humilde

Quando és extremamente convencido?

Porque pareces adulto

Quando és muito infantil’

És tu outra vez!!!

A criar ilusões para me magoar,

Me fazer chorar,

Me humilhar e enganar.

Porque não me deixas saber o que sinto?

Num mundo de tanto ódio

Tinhas de ser igual.

Só queres me magoar,

Magoar as outras pessoas,

Que elas me vejam mal!

Mas não irás conseguir

Sabes porque?

Porque, infelizmente graças a ti,

Tornei-me uma pessoa muito receosa,

Insegura

E não irei cair nas tuas ilusões.

NUNCA MAIS!!!

Graças a ti,

Dificilmente voltarei a ser feliz

E ele nunca saberá

Se alguma vez

Cheguei a gostar dele.

Tu és o culpado de tudo.



*Carlos

Poemas por aí... [2]


O amor é uma coisa muito

Poderosa e maldosa…

Olhem para os eternos amantes

Que morreram por amor

E por este

Estarão eternamente unidos.

Oh amor,

Tu que unes tanta gente

Mas também as fazes sofrer

Ajuda-me!

Esclarece meus sentimentos

Para que possa amar

E deixar de sofrer como tenho sofrido.

Castiga meu coração

Por me ter feito criar ilusões,

Ter magoado muito gente

E por me ter feito sofrer

Sem ter culpa de nada!

Faz com que ele me ouça,

De uma vez por todas,

Em vez de me fazer sofrer.

Oh amor!

Tu que és tão belo e maravilhoso

Mas também maldoso e cínico:

AJUDA-ME

Já não sei que fazer,

Estou desesperado,

Um único gesto

Cria esperanças e outros magoam-me

Como se parecesse que o mundo fosse acabar,

As vezes pareces preocupado,

Outras tanto te da como se te deu!

Tanto me falas como não me ligas,

Tanto me percebes como me chateias,

Magoas-me sem saber.

Não te quero dizer

Pois não te quero magoar

Nem me magoar.

Quero te esquecer

Mas às vezes parece impossível…

Tanto não penso em ti

Como não me sais da cabeça!!!

Ajuda-me a esquece-lo

Para que nenhuma amizade

Se estrague em vão

Nem para que ninguém se magoe

AJUDA-ME POR FAVOR!!!



*Carlos

Poemas por aí...


Porque é que o coração

É tão complicado?

Amamos quando não queremos amar,

Não amamos quando queremos amar.

Maldoso, maldoso, maldoso.

Porque me fazes sofrer?

Eu quero ser feliz!

Porque não me deixas?

Que te fiz de mal?

NADA

Sofro porque queres,

Amo porque queres,

Não amo quando não deixas,

Porque não me ouves

Só por esta vez

E me deixas amar quem quero

E ser feliz uma vez na vida?

ODEIO-TE, ODEIO-TE, ODEIO-TE

Crias ilusões,

Falsos sentimentos,

Falsas esperanças,

E que acredito que é verdade!!!

E depois o que acontece?

Sofro,

Faço sofrer quem não quero magoar.

Começo a ter medo

De acreditar no que dizes.

És um mentiroso,

Só gostava,

Que por uma vez na vida,

Não me fizesses sofrer

Como tens feito e de não chorar

Como se tivesse de alimentar

O rio do mundo sozinho!!!



*Carlos

A história do Amor


Um dia, há muito, muito tempo, os sentimentos decidiram jogar às escondidas. Para ficar a contar, lá ficou a distracção, que não se apercebeu de quando a justiça perguntou quem não queria ficar… A distracção, virou-se contra uma árvore, e lá começou a contar: 1, 2, 3, 4…


Quando se começaram a esconder, a ganância, ficou logo no primeiro sitio que encontrou, um tronco oco, com medo que lhe roubassem o lugar. A piedade, até achou um bom esconderijo por detrás de um arbusto, mas com pena da preguiça cedeu-lhe o lugar e foi esconder-se dentro de uma toca. A inteligência, esperta, escondeu-se atrás da árvore de quem estava a contar, e a mentira, escondeu-se atrás do arco-íris…mentira, foi esconder-se dentro de um lago… A inveja, com inveja do lugar da piedade, lá chorou até que o conseguiu, obrigando a piedade a mudar de sitio mais uma vez, desta vez para dentro de um vulcão…


Muito tempo de passou. A amizade escondeu-se no meio de um roseiral, e a estupidez no meio de cardos. A felicidade, contente do seu sítio por detrás de uma montanha saltava e fazia ruídos imensos dos saltos de alegria que dava…


- 99998, 99999, 100000, aqui vou eu! Disse a distracção.


A primeira a ser encontrada foi a felicidade devido aos ruídos que fazia, e depois o medo, dentro do mar, seguido da ganância, da piedade e da preguiça… A justiça,. Achou muito bem, ser das últimas a ser encontrada, pois achava o seu esconderijo muito bom. A distracção encontrou depois a preguiça e a estupidez. Ao ver a estupidez ferida dos cardos, a amizade e o carinho (que estava escondido dentro de uma nuvem) saíram dos seus esconderijos de livre vontade para a ajudar…


A distracção continuou a procurar, até que finalmente encontrou a mentira, dentro de um lago… mentira, estava atrás do arco-íris. Ao ver que estavam quase todos, perguntou quem faltava, ao que a atenção respondeu:


- Falta o amor!!!!!!!!!!!!!!


Todos procuraram pelo amor, debaixo da terra, dentro de água e até mesmo no céu, mas nem sinal do amor. Procuraram, e procuraram, e os anos foram passando sem que nada se soubesse do amor… Um dia, já cansados de procurar, sentaram-se todos e decidiram esperar… Esperaram, anos, décadas, centenários, milénios, mas nada do amor… Os outros sentimentos, pensaram então que este havia desaparecido de vez, que o amor já não estava entre eles mais…


Na verdade, o amor não desapareceu, mas encontrou um esconderijo, tão bom, que ninguém o encontrou: o coração… Á quem diga que ele de vez em quando aparece, por aí, que desperta de um grande sono… Um mito, quem sabe… Talvez seja apenas fantasia tal como a fada dos dentes e o pai natal…


Pois eu não acho… Acho que ele existe. Adormecido contudo, acordando apenas, quando algo o desperta, algo como o teu olhar, algo como o teu sorriso ou o teu carinho… Quem diria, o amor, esteve escondido tanto tempo, e todos os outros sentimentos o procuraram, em vão… Quem diria, que apenas foste preciso tu, aquela pessoa especial para o acordar…. Quem diria que apenas a tua presença, podia algo tão antigo voltar a vida, algo outrora tão magoado ou ignorado….



*Carlos

terça-feira, 17 de março de 2009

Uma raridade...


Há com cada coisa neste mundo...




Todos sabemos que o mundo em si é baseado em baixas probabilidades... Desde a probabilidade do Big Bang ter permitido a expansão da matéria pelo Universo, passando pelas chances do nosso planeta ter a massa ideal e à distância ideal do sol. E quais seriam os números daquela primeira molécula criar uma mebrana que a separasse do meio extracelular e permitisse desenvolver-se?

Sim, sem dúvida toda a nossa existência é apenas a soma de incriveis coincidências estatísticas, para além de impossíveis de imaginar. Será obra divina? Pura sorte? Bem, eu prefiro não me pôr a adivinhar, e somente dar graças a todas as coincidências que me permitiram nascer. Mas claro, não para por aqui! Só o nosso nascimento já é como jogar no euromilhões! A quantidade de combinações genéticas é assustadora, a imensidão de coisas que podem correr mal também. Mas mesmo contra todas as hipóteses, lá aparecemos nós, únicos e especiais.

Nascemos... e depois? Bem e depois a sorte continua! Doenças, cataclismos, acidentes. Tanta coisa pode pôr fim à nossa tão frágil existência. Mas não! Persistimos e sobrevivemos. Um dia após o outro. Abrimos os olhos ao mundo, começamos a explorar, uma mão à frente da outra, um pé depois do outro. Começamos a aprender, a fazer amigos e conhecidos. Vemos como no mundo existem mais milhares, mais milhões de coincidências espantosas como nós. E é com elas que vivemos, é com elas que aprendemos, é com elas que crescemos!

Isto não falando claro, das duplas coincidências de encontrar-mos alguém igual a nós. Pode ser fisicamente parecido ou simplesmente não ter nada a ver no corpo, mas ter uma mente gémea. Ou quem sabe os dois? Ou três! Sim, sim... tudo é possível neste mundo, com um pouco de sorte claro.

Agora, a real pergunta fica: será que a sorte existe? É certo que por vezes parece que tudo nos corre mal na vida. Somos infelizes academicamente, profissionalmente, familiarmente, socialmente. Até no amor parece que nada corre bem. Mas se pensarmos bem, se pusermos a nossa simples existência em perspectiva, então tudo muda de figura!

É isso mesmo. Independentemente de ser sorte, obra divina ou impossibilidade matemática, o facto é que existimos! Já pensaram a quantidade de outras coisas que nunca aconteceram para que nós pudessemos sequer nascer? É infinito o conjunto de probabilidades, de realidades alternativas, que "poderia" ter aparecido em vez da nossa.

Vamos ser um pouco mais felizes então ok? Nem que seja pelo simples facto de termos a sorte ou a benção de poder existir...


*Carlos