domingo, 29 de março de 2009

O teu último dia


Será que o passavas em família,

Relembrando os bons momentos,

Vendo álbuns velhos e poeirentos,

Cheios de memórias de outrora?


Ou será que irias fazer algo radical,

Como budgee-jumping,

Ou pára-quedismo,

Algo que desafiasse a morte antes de tempo?


Não, talvez preferisses estar com os teus amigos,

Talvez preferisses jogar à apanhada,

Ou à garrafa, ou mesmo só estar na galhofa,

Todos juntos uma última vez.


Ah, ou então, poderias estar com aquela pessoa especial,

Fazer amor uma última vez,

Acariciar os seus cabelos, sentir os seus lábios,

Sentir o seu calor ardente antes de partires.


Seria de facto, uma decisão difícil,

Mas será que esta decisão seria precisa?

Não poderias tu fazer um pouco de tudo?

Será que temos que escolher apenas uma coisa?

Eu saberia o que fazer…


Passaria a madrugada, a fazer loucuras,

Que sempre quis fazer,

Passaria a manhã com os meus amigos,

Rindo e desfrutando de cada momento,

Passaria a tarde com a minha família,

Em paz de espírito e ternura.


Mas o fim do dia, o por do sol, e o cair da noite,

Passaria a teu lado, dizendo que te amo,

Sentindo uma ultima vez,

O toque da tua pele, o cheiro dos teus cabelos,

Admirando os teus olhos, ouvindo a tua voz,

Vendo aquele filme especial, a teu lado, encostado a ti…

E então, ao bater da meia-noite, fecharia os olhos,

E deixar-te-ia então, meu anjo, para me juntar a outros doutras paragens.



*Carlos

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