terça-feira, 4 de novembro de 2008

1000 Words


Quando devíamos falar... mas não falamos...


Por vezes não dizemos o que devíamos, quando devíamos, da forma como devíamos. Convençamo-nos de algo: um gesto vale mil palavras, mas não quer dizer que as substitua sempre! Se conseguimos falar, se temos o dom da fala, USEMO-LO!

Quantas vezes não nos arrependemos de não ter avisado alguém? E quantas vezes não pensamos que se tivessemos dito isto ou aquilo poderíamos ter feito a diferença? E tudo porque achámos que era melhor não dizer.

"Ah, noutro dia digo"

"Ah, que estupidez o que pensei"

"Nem me vão ouvir"

"Vou fazer figura de estúpido(a)"

"Não tenho coragem/força"

E então, adiamos, sempre para o "dia seguinte". Até que um dia, nos deparamos com algo horrível: a oportunidade passou. Um segredo, uma confissão, uma declaração de amor... tantas coisas que queríamos ter dito e não dissemos por tanto motivo, que agora parece ridiculo e tão, tão odiável.

Um simples amo-te, adoro-te, espera por mim, não fujas, por favor, obrigado, sim, não... vocábulos tão simples de se pronunciar. Tão rápidos e eficazes! Nós precisamos de os ouvir tanto quanto de os dizer. Podemos fingir que não nos importamos, que somos indiferentes a sentimentos e expressões de pensamento, mas é MENTIRA! Pura MENTIRA! Todos nós somos humanos, todos temos cabeça E coração. E eles não estão divididos. Uns conseguem uma sensibilidade maior, outra menor, mas TODOS NÓS precisamos de ouvir de vez em quando as coisas, em lugar de termos que as tentar adivinhar por nós mesmos.

Então, deixemos de achar que os demais nos entendem só pelos gestos e olhares, pois ninguém sabe o que vai na nossa cabeça sem ser nós mesmos! Ninguém sabe o que pensamos, nem como pensamos ou porque pensamos! Digamos então o que queremos dizer! Pode magoar? Pode ser chato? Sim... por vezes, mas não seria tão bom se pudessemos simplesmente expressar o que nos vai na alma? Em lugar do gesto tão simbólico dizer as mil palavras de amor, tédio, ódio, raiva que queremos dizer? Extravazar todo o sentimento em lugar de o deixar acumular até que rebente?

Era tão bom... era tão perfeito... podermos dizer sempre o que queremos, o que devemos... existir a ausência de obstáculos pessoais, ser possível que a sociedade não o impedisse...

Quantas coisas não poderíamos nós prevenir. Quantas situações não poderíamos nós salvar... 


1000 WORDS

I know that your hiding things
Using gentle words to shelter me,
Your words are like a dream
But dreams could never fool me
Not that easily..

I acted so distant then, didn't say goodbye before you left
But I was listening
You'll fight your battles far from me
Far too easily

Save your tears, cause I'll be back back
I could hear that you whipsered
As you walked through that door
But still I swore to hide all the pain 
as I turned back the pages

Shouting might have been the answer
What if I cried my eyes out and begged you not to depart?
But now I'm not afraid to say
Whats in my heart...

Cause a thousand words call out through the ages
They'll fly to you, even though I can't see
I know there reaching you
Suspended on silver sings

Oh a thousand words
One thousand embraces will craddle you
Making all of your weary dasy seem far away
They'll hold you forever...

Oh a thousand words have never been spoken
They'll fly to you, they'll carry you home
And back into my arms
Suspended on silver wings...

And a thousand words called out through the ages
They'll cradle you
Making all of your lonely years seem only days
I'll hold you forever





*Carlos

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Disfarçar...


Pára! Basta! Chega!

Não mais aguento esta dor de fingir,

Esta dor de ter que me conter,

Esta angústia de não poder ser!

 

Esta raiva que quer fluir,

Este segredo que quer ser contado,

Este tédio que quero vencer,

Mas… não… preciso de me conter.

 

Eu queria… eu queria…

Poder dizer, poder fazer, poder ser,

O que quero e o que sou, mas… não posso,

Não posso contar nem ousar, somente destinado… a disfarçar.



*Carlos

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Toma-me...


Vem, abraça-me e toma-me como teu,
Não me deixes fugir nem pedir socorro,
Enrola-me numa teia que eu não consiga escapar,
Que para sempre quero ser prisioneiro.

Prisioneiro tal que morra de amor,
De paixão, carinho e fervor,
Fervor de te querer aqui junto a mim,
De te querer aqui só comigo, simples assim.

Cansado estou de nada conseguir fazer,
Contra um mundo inteiro lutar,
De constantemente ver o que tanto desejo fugir-me entre os dedos,
De constantemente fracassar.

Vem então, possui-me,
Agarra o meu coração e fecha-o a sete chaves,
Amarra o meu peito ao teu,
Enrola a minha alma na tua.

Será pedir assim tanto,
Que venhas ter comigo para ficar?
Será pedir assim tanto,
Que finalmente consiga ter o que quero?

O amor, a atracção, o sentimento é aleatório,
Não escolhe idade, local ou momento,
Simplesmente flui vindo da profundeza do nosso coração,
Pegando-nos de surpresa, deixando-nos sem reacção.

Quero ver-te, quero sentir-te,
Desejo poder desejar-te sem precisar adormecer,
Quero ir ao infinito contigo sem ter medo de acordar,
Quero para sempre ao teu lado estar sem ter medo de raciocinar.

Perder-me nesta ilusão é o que quero,
Ficar contigo junto embora longe,
Ser consolado ainda que sem presença,
Ser acarinhado ainda que sem carinho.

Quero sonhar acordado,
Mas quero que o sonho seja a realidade,
Ou quem sabe a realidade o sonho,
Somente quero... ser feliz.

Toma-me então que sou teu,
Vem reclamar o que desde sempre te pertenceu,
O que para sempre te pertencerá,
Ó amor eterno desconhecido, cuja face não se quer revelar.

Vem...
Toma-me...
Aprisiona-me...


*Carlos

domingo, 19 de outubro de 2008

Amor Eterno / Angústia Eterna

Todos conhecemos a história de Romeu e Julieta... certo?





Sem dúvida uma das histórias mais intemporais, mais eternas, mais apaixonantes de toda a literatura. Para sempre imortalizada nas palavras da primeira tragédia de William Shakespeare, a história de como o ódio entre duas famílias pode levar a medidas tão extremas como a morte, até os amores mais puros.

Primeiro que tudo, temos o ódio primordial. Em Verona, cidade italiana, é incrível como duas famílias tão grandes e poderosas (Montecchio e Capuleto) se conseguiam odiar tanto! Geração após geração, o ódio em lugar se se esvair e desvanecer no tempo, intensifica-se e torna-se cada vez mais perigoso. Cada movimento brusco dá origem a briga. E não uma briga qualquer! Entre estas duas famílias, cada briga é uma briga de se lembrar quase que em epopeias! Mas enfim... o que uns fazem, outros seguem fielmente como se de uma religião retorcida e doentia se tratasse, sem nem pensarem em perdão.

O destino, infelizmente, dá voltas estranhas. E no seio de tamanho ódio nasceria pois um amor ainda maior. A pobre Julieta, tão nova e bela, recém pedida em casamento pelo formoso Páris, totalmente apoiado pelos Capuletos para tal acto, depara-se entre o dever e o coração, entre a família e a paixão. Romeu, um rapaz da família dos Montecchio, conhece por um fado tão negro e sádico, o anjo chamado Julieta. Olhares trocados, lábios tocados, almas unidas, formam pois um laço de amor tão grande, tão imenso que nem a morte viria a separar um dia. Louco, ardente e apaixonado é o segredo destes dois, que em encontros secretos e tão apaixonados, professam o seu amor um pelo outro de forma pura e arrebatadora.

Quer seja ao ler o livro, quer seja ao ver o filme original, quer seja ao ver o filme adaptado aos tempos modernos ou até mesmo os desenhos animados, ninguém foge a tamanha emoção que é o momento de cada encontro entre estes dois. Mas mesmo o mais belo amor, pode ser empatado por ódio e vingança. Quando um dos amigos de Romeu é morto por um dos Capuletos, o exílio é ordenado ao jovem Romeu, que para sobreviver e poder um dia ficar junto de sua amada foge de Verona, refugiando-se em Mântua.

Contudo, afectada quer pela morte do seu primo Tebaldo, quer pela fuga de Romeu, Julieta chora dia e noite e acaba por ver o seu casamento com Páris apressado. Desesperada, acaba por pedir auxilio a Frei Lourenço que com um elixir especial prepara a morte de Julieta. Assim, não querendo ser deserdada e abandonada por seus pais, mas recusando-se a casar com outro além de Romeu, na vespera do seu casamento Julieta deita-se e toma o elixir que no dia seguinte a faz parecer morta. Lágrimas choradas e corpo colocado em exposição no mausoléu, tudo parecia pronto. Tudo? Nem tudo!

Como sempre, a sociedade atrapalha e a teoria do caos é realmente caótica. Devido a vários pequenos incidentes de terceiras pessoas, aparentemente sem problema para elas, Romeu não chega a saber do planeado, e somente ouve falar da morte de sua amada. Ele regressa então e acaba por matar Páris, visitando depois Julieta ao mausoléu. É aqui então, que tudo por momentos parece ganhar futuro. Romeu sozinho com julieta, chorando agarrado a ela planeando matar-se, Julieta a acordar aos poucos. Perfeito não? O amor finalmente triunfa e todos vivem felizes e exilados de Verona para sempre. Ah que bom que seria... que bom, que feliz, que alegre... Pois é então que o ódio, que a revolta toma conta de todos.

Romeu não ter tido conhecimento do plano de Lourenço e Julieta devido a incidentes supérfluos já é enraivecedor, mas o que em seguida decorre, realmente corta e dilacera até as almas mais frias. Na maioria dos filmes e séries, e no livro enquanto nos perdemos em suas linhas, em todos os casos, sempre vemos um Romeu desfeito, que chora sobre o leito da suposta morte de sua amada. Vemos um Romeu pronto a morrer para se juntar a ela. Mas... um dedo começa a mover-se. As palpebras dão sinal de vida. Os olhos começam a abrir-se lentamente e a mão de Julieta, feliz por ver ali perto dela o seu amado estica a mão para tocar a doce face do seu amado. Mas... infelizmente, já é tarde. Por questão de segundos ou minutos (dependendo da edição/filme), os dois vêem o seu destino perder-se, escapar perante seus dedos. Romeu toma o veneno e coloca um fim à sua vida, no momento em que Julieta volta a viver da falsa morte, esperançosa de uma vida longa com o seu adorado amante.

Romeu morre. No leito de morte falso de Julieta, é o seu eterno amor quem falece primeiro. Quão irónico! Tudo porque duas famílias se odiavam e porque uma simples mensagem acerca do plano de falsificar a morte não foi entregue. Que revoltante. E como se já não bastasse, Julieta, ardendo de dor, pega o revolver/adaga de Romeu e tira a sua vida, morrendo ao lado dele. Claro que este evento leva ambas as familias a entrarem em paz e consenso... mas a que preço! Duas vidas tão preciosas e apaixonadas precisaram sofrer tanto, tudo para que um grupo de teimosos resolvesse esquecer e perdoar!

É de facto revoltante para quem vê/lê esta história. Ok, é sem dúvida linda, uma obra literária inesquecível e bela até dizer chega... mas... revolta naquilo de mais intimo que temos no nosso coração, ver como um amor tão puro foi levado a viver somente após a morte em paz! E pior ainda! Ver que ainda hoje em dia, coisas não iguais, mas semelhantes ocorrem todos os dias! Brigas, zangas, ódios, regras sem noção entre famílias, raças, religiões todos os dias impedem que pessoas que gostam de estar juntas possam desfrutar desse prazer. Será que nem com uma história fictícia como a de Romeu e Julieta conseguimos perceber quanta dor todos os dias é causada por não esquecermos ou perdoarmos? Será que nunca vamos aprender?


*Carlos

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Os Primeiros Dias


Quem não se lembra da emoção, dos nervos, da espectativa dos primeiros dias de aulas numa escola nova...



É tão estranho. Sentir-me novamente assim. Lembro-me dos primeiros dias de primária, 12 anos atrás. Dos primeiros dias do ciclo básico, 8 anos atrás. Dos primeiros dias de secundário, 3 anos atrás. E agora, os primeiros dias de faculdade, são sem dúvida os mais estranhos de todos! Sei que sou maior de idade já. Sei que não mais sou um garotinho pequeno e de baixa estatura. Ok, continuo exageradamente magro e falador, mas nem tudo muda não é mesmo? 

Mas o que interessa, é que mesmo tendo crescido em tantos sentidos diferentes, sinto como me sentia à 12 anos atrás. Um aluno novo, jovem, quase um bebé que entra num mundo tão diferente do que estava acostumado. Não conheço ninguém, não conheço nada. Os arrepios no estômago multiplicam-se e os tremores proliferam tal qual um cancro maligno. E então, dia após dia, lá nos levantamos da cama em cada manhã, rumo à faculdade. Primeiro um passo, depois outro. Meia hora de autocarro, vinte minutos de metro, dez minutos a pé. E o edifício, aparentemente enorme mas que na realidade nem é das maiores faculdades do país, nem de perto nem de longe, começa a aparecer ao virar a esquina. Lá se entra... Sempre um pouco nervoso, pois os veteranos e doutores adoram praxar os caloiros, especialmente nesta primeira semana. 

Com algum receio, muito riso e boa disposição, lá se passam os dias. Segunda, Terça... Antes de darmos conta já é sábado. Respiramos então de alivio e aproveitamos para dormir um pouco. Ok, minto, dormimos quase o fim de semana todo, mas ninguém atenta aos detalhes não é mesmo :P? E então começa a segunda semana. As praxes diminuem, começam a comprar-se alguns livros e sebentas, que só com o preço quase nos fazem precisar de um desfibrilhador logo ali ao lado. As aulas teóricas começam a ter muita matéria. BioCel faz-se bem, Bioquímica presta-se atenção e Anatomia apavoram-se os sentidos. Tudo segue o seu ritmo natural. 

Com a aproximação do início das práticas, o medo instala-se de novo. A matéria que ainda nem começamos a dominar nem um centésimo, vai ser necessária, à grande! Cada aula conta. Cada minuto é avaliado... Oh Deus... mas, se todos já passaram por lá e sobreviveram, nós também iremos sobreviver não? Se todos os que cursam medicina, ou quase todos, conseguem, porque nós não conseguiríamos? Respiremos fundo então, vá... um, dois, três... Mais calmo? Não! Mas enfim... Agora, será esperar para ver...


*Carlos

domingo, 12 de outubro de 2008

O Impossível tornado Realidade



Quando aquilo que pensamos ser somente coisa de sonho, de facto acontece...




Por vezes, em sonhos, pensamos ser donos da fantasia. Imaginamos coisas, enebriamos os sentidos com elas. e ficamos felizes, pensando que embora a realidade seja cruel, pelo menos naquele mundo de sonhos seremos felizes. Desejamos ardente e secretamente libertar aquele sonho, e concretizá-lo no real do dia-a-dia. Mas lá no fundo, sabemos e acreditamos, que os sonhos são impossíveis de se realizar, que as fantasias só ocorrem nos filmes, livros e mente humana.

Mas e quando nós chegamos à dura conclusão que aquilo que sonhávamos, se tornou realidade? Como devemos reagir, quando aquilo que mais queríamos, quando o que mais sonhávamos em ver, tocar, sentir, possuir, se encontra fisicamente e mentalmente real à nossa frente, quase todos os dias? Realmente é complicado...

É de facto complicado, quando o que queremos é o proíbido. Quando o que queremos está fora do nosso alcance. Ainda que sonhemos, ainda que nos percamos em ilusões...

"Pode ser que mude"

"Quem sabe aquela pessoa também não pensa da mesma forma"

"Talvez a minha perspectiva de vida esteja em sintonia com a dela"

"Se já correu tudo até aqui, se o sonho já se começou a realizar, quem sabe ele não se complete em lugar de ficar pelo doloroso meio"

E então continuamos a sonhar, querendo que o sonho já semi-realizado, continue a aparecer. Interpretando cada gesto, cada olhar, cada palavra como um sinal, como algo que nos leve a ter esperança. Mas... se é tão difícil! As possibilidades, de algo tão perfeito para nós aparecer, fisicamente materializado em forma de pessoa, à nossa frente já é tão rara, quanto mais, quando a isto ainda temos que somar as probabilidades, de tantas outras coisas, umas mais raras, outras menos, umas mais tabu, outras menos, mas ainda assim, é quase como jogar no euromilhões.

Mas enfim. Continuamos a sonhar... quem sabe não ganhemos o euromilhões desta vez! Quem sabe não nos reserve o destino a combinação vencedora desta tentativa. E se não ganharmos, somente resta esconder o bilhete da lotaria, ocultar o sentimento, disfarçar a dor e a angústia. Dói? Claro que vai doer... mas... a vida é assim mesmo: umas vezes perde-se, outras ganha-se. E mesmo quando se perde de quase todas as vezes, ei, pelo menos tentou-se! Podemos ser os únicos a saber que jogámos, que tentámos. Pode ser uma tentativa silenciosa e escondida. Mas o que interessa é ficar em paz connosco mesmos. Saber que tentámos, saber que demos uma chance à felicidade. E se ela não sorrio novamente, então... um dia há-de sorrir espero ^^


*Carlos

sábado, 11 de outubro de 2008

Uma Nova Era


Realmente, as coisas mudam...


       


Realmente as coisas mudam. E muito! Chega pois uma altura, em que vou deixando de usar a conta do Charlie, e começo a usar a minha mesmo. Talvez preguiça de logar a outra, talvez vontade de logar esta novamente.

E pronto. Cá estou eu. Consegui de facto entrar na faculdade de Medicina. O objectivo que parecia impossível concretizou-se finalmente. Aqui que pareceu outrora tão distante, agora está aqui ao lado. E neste momento, após uma semana de praxe, de divertimento e socialização, começo a ver a dimensão de tudo. Tantas pessoas novas, tanto a conhecer, tanto para estudar. E não mais se trata de coisa de secundário, mas sim de ensino universitário. Tudo se intensifica. Amizades que forjamos numa semana ficam tão fortes quanto algumas que demoraram anos a formar em tempos passados, e coisas que antes estudaríamos superficialmente e na véspera, agora ocupam-nos horas, dias se for preciso. Mas aguentarei, tanto eu como os que me rodeiam.

Certo é que o futuro é incerto. Verdade que tudo pode e provavelmente vai acontecer, mas... não é essa parte desta nova página da minha vida? A surpresa, a dúvida, o desconhecido. Vou então, lutar pelo meu futuro, pela minha vida e acima de tudo, pela minha felicidade. 


*Carlos

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Um Sonho Doloroso



Ontem sonhei,
Um sonho tão silencioso,
Que chegou depressa para me confortar,
E depressa se foi, ansioso por me deixar.

Um toque de ternura,
Um som de compaixão,
Um cheiro de nostalgia,
Me tocaram o coração.

E então de um profundo sonho,
Tão dolorosamente mantido,
Os sentidos acordam uma vez mais,
Mesmo para serem de novo feridos.

Oh destino fatal, deixa-me descansar,
Não permitas que essa dor persista,
Não reabras a ferida que foi cosida,
Não destapes o terror que foi escondido.

Mas tu és mudo e cego também,
E de âmago cruel pelo que sei,
Pois dás aquilo que desejamos,
Só para nos despojar quando mais precisamos.

Reclamar, protestar, revoltar,
Não, não vale a pena,
Pois o sonho continua a torturar,
Uma mente já tão dilacerada.

Aquela figura, oh tão desejada,
Tal tesouro outrora perdido,
Tão ardentemente ambicionada,
Tão tristemente de nós arrancada.

Se eu pudesse, só mais uma vez,
Sentir-te aqui bem do meu lado,
Dizer-te como não sou nada sem ti,
Dizer-te como és tudo para mim.

Erros cometidos, crimes passados,
Aparecem então em malfadado sonho,
A culpa e a desgraça iludidos,
Destinados estão pois a tão cruel fado.

Queremos parar, queremos fugir,
De tal ilusão que queima e trucida,
De tamanha dor que é estar sem ti,
Que eu queria tanto ter junto a mim.

A garganta arde, a saliva envenena,
O coração corre nesta antiga cantilena,
Que não deixemos pois de sonhar,
Que deixemos sim de sentir.

Não seria pois mais fácil não sentir?
Não ter o prazer, mas fugir da dor?
Não sentir a alegria mas não ter a desilusão?
Talvez assim o sonho parasse.

Não consigo pois deixar de sentir,
Por muito que tente desistir,
O sonho continua e a dor também,
Numa dança cruel vinda do além.

Quero acordar, quero despertar,
Não aguento mais a tua face olhar,
Aquilo que tanto desejo, que tanto anseio,
É meu tormento, é meu pesadelo.

Pois nada há de pior,
Do que contemplar a beleza que não temos,
O carinho que não recebemos,
O amor que não possuímos.

Cessa então ó sonho maldito,
Some-te daqui monstro indesejado,
Não mais me iludas com o que não quero,
Não mais me mostres o que tanto amo.

Vai-te daqui, meu amor então,
Pois tua face em meus sonhos me atormenta,
Neles ficas tão perto que te desejo,
E só neles te tenho, aqui onde preciso.

E isso, ó fadado destino,
Não quero mais para mim,
Cansei de ilusões e esperanças falsas,
Que a cada curva me dilaceram mais um pouco.

Não consigo na verdade,
Mais dizer o quanto me dói,
Pois algo que amo mas não posso ter,
É ao mesmo tempo o que me completa.

Posso não te ter,
Mas sem ti vou morrer,
Um vazio, um espaço em branco,
Um corpo sem alma é tudo em que acabo.

Grito então, querendo acordar,
Farto de ver o que me falta me inundar,
Cansado de ter o que não existe,
De rastos por ser quem não pode aparecer.

Redimo-me então ao que sou,
Um ser em parte vazio, em parte ninguém,
Que não te pode ter mas sem ti não é,
Que de ti depende sem nem te ver.

Ligação estranha esta, que coisa engraçada,
Num sonho, num livro, tão singelamente revelada,
À luz do dia, a coberto da noite,
Complexa mas precisamente acertada.

Não te ter é o meu fim,
Mas ter-te não é para mim,
Um pedaço necessário que não existe,
Uma peça última que não pode encaixar.

Que construção tão maldosa é esta,
Que em sonhos me martiriza,
Que em livros se apresenta,
Que em mim tão forçosamente adentra.

Sombras deveras estas que vejo,
Sentimentos de ilusões que desejo,
Algo tão real mas tão distante,
Que me alegra sempre nem que por um instante.

Finalmente, consigo sentir,
O sonho finda, o dia começa,
A alma acorda, o corpo desperta,
A ilusão foge quando a sombra se fecha.

Acordo então, e vejo o mundo,
Frio e inóspito como ontem,
Mas talvez, quem sabe um dia,
Aquele pedaço que falta o aqueça.

Memórias gentis, de um sorriso cálido,
Lembranças de ternura, aquele abraço,
É tudo o que preciso, aqui de facto,
Para ser uno e não sumir no vácuo.

Seguirei então, de coração partido,
Colando pedaços ao longo desta trilha,
Sabendo que completo, nunca de novo o serei,
E somente com a certeza, de que sempre te amarei.


*Carlos

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Nervosismo

Quando os nervos começam a aumentar...




Céus. Por vezes parece que tudo vai desabar. Já não aguentamos mais. Roemos as unhas, batemos na mesa, andamos um lado para o outro. Sem parar, sem conseguir dormir, sem conseguir ter paz. É horrível, é incrível é cansativo. Stress, nervos, ansiedade... tudo isto nos leva a este estado.


E torna-se tão difícil. Qualquer coisa nos faz explodir, qualquer coisa nos faz ralhar. Ficamos voláteis e perigosos, ou então tristes e amorfos. Nada é suficiente, nada é demais. E então, decidimos olhar para o relógio ou para o calendário. Ficamos a ver os minutos, horas, dias passarem. A data aproxima-se, o momento está quase a chegar. O sofrimento em breve terminará. Mas como sobreviver até lá? Como não permitir que o nosso pobre coração colapse de tanto nervo e stress? Será tal coisa possível?

É então que achamos os amigos. A família. Os namorados e namoradas, maridos e esposas, noivos e noivas... até os amantes e animais de estimação! Todos servem para aliviar o stress. Decidimos ocupar a nossa cabeça com outras coisas, nem que sejam coisas fúteis. Somente não podemos pensar "naquilo". Só que o dia tem 24 horas, e estamos destinados a passar algumas delas sozinhos e pensativos. E então tudo assola à cabeça de novo, mais forte e doloroso. Tentamos evitar, tentamos fugir. Mas sempre somos apanhados. É realmente assustador. O stress e o nervosismo realmente são monstros incrivelmente abomináveis. Por causa deles nem conseguimos comer, dormir ou pensar direito!

Mas a vida continua. Os dias de facto passam e as horas de facto voam. Antes do nada já chegou. Quase nem nos apercebemos e a hora chega. E até chegar, vamos tentar sofrer pouco. Nem que seja escrevendo um texto para um blog, para evitar pensar nos problemas da vida e no nervosismo e ansiedade que estão ligados ao dia 15 de Setembro de 2008. Nem que seja isto...


*Carlos

sábado, 26 de julho de 2008

A Ajuda


Posso Ajudar? Como?





Existem tantas formas de ajudar neste mundo. Desde o serviço comunitário ao simples abraço. Todos podemos sim desempenhar um papel fundamental neste mundo. O que importa não é como se faz, mas sim o fazer! Dar a mão a quem precisa, quando mais precisa. Afinal de contas, somos todos da mesma espécie, todos irmãos de carne, ainda que a cor ou nacionalidade seja diferente, mas todos somos iguais, bem no fundo. E enquanto espécie, devemos apoiar-mo-nos, ajudar a que a sobrevivência e conforto seja sempre existente em todos os cantos e recantos deste grande planeta. Se os animais vivem em grupos, se defendem em grupos, se alimentam em grupos, e se apoiam em grupos, porque é que nós, Homo Sapiens, temos que ser diferentes? O dom da racionalidade não devia ajudar-nos a ser ainda mais felizes do que os simples e irracionais animais que caminham pelo mundo?

É pena que nem todos saibam que podem ajudar. Uma doação para uma instituição de caridade ou petição. Dispensar do seu tempo numa acção de voluntariado. Apoiar um familiar, vizinho ou amigo num momento de necessidade. Ajudar quem amamos quando mais precisa. Existe tanto que cada um de nós pode fazer, existe tanto que cada um de nós tem para dar e poder ser feliz e fazer os outros mais felizes. ONU, AMI, Abraço, Casa do Gaiato, Casa do Gil, e a lista continua, aparentemente interminável. É só escolher! Ou se não nos sentirmos confortáveis a ajudar através de uma instituição, porque não voluntariar-se para tomar conta de crianças, de doentes, de idosos, em hospitais, lares, até na nossa própria casa! Tanto que pode e precisa de ser feito, mas nunca ninguém sabe. Ou se calhar prefere fingir que não sabe, prefere ignorar a fatalidade deste mundo, afundando-se na sua vida, nos seus amigos, esquecendo que a vida tem mais do que aquilo que está ao nosso lado. A vida tem tanto mais.

Mas acaba por aqui? Claro que não. Talvez o mundo estivesse melhor, talvez cada pessoa fosse mais feliz se começasse por se ajudar a si mesma e a quem ama primeiro que tudo. Sim, falo de auto-estima em primeiro lugar. Antes de poder prestar auxílio a quem quer que seja, cada um precisa de estar em equilíbrio e paz consigo mesmo. Como posso apoiar alguém se eu próprio preciso de apoio? Refugiar-mo-nos em voluntariado, em desculpas, no trabalho, nada disso resulta. Temos que ser capazes de olhar para o espelho e dizer que estamos confortáveis com quem somos. Reconhecer que temos defeitos e problemas, mas que também temos qualidades, pois é esse equilíbrio que nos torna humanos. Só então, quando nos encontrar-mos a nós mesmos, só aí é que poderemos partir para uma vida feliz, em sociedade, em casal, em família, entre amigos.

E claro, além de ajudar os outros e a nós mesmos, também temos que apoiar, especialmente quem amamos. Um pai, um irmão, um companheiro, um melhor amigo. Por vezes eles passam por tanto, e nós nem nos apercebemos, achamos que não podemos ajudar, ou que não devemos. Devemos sim! Quem realmente amamos, e nos ama, por muito que negue, quando está mal, sempre precisa de um amigo. Se precisa de um tempo sozinho, acabará por precisar de alguém com quem falar mais tarde. É humano, é natural, é necessário. O desabafo, o riso, o choro, o aconselhamento. Tanta coisa que podemos, devemos e precisamos de fazer e ajudar a que seja feito. E claro, por vezes, para ajudar os outros, temos que ser capaz de reconhecer os nossos próprios erros, ver que também temos culpa, que também podemos ajudar se mudarmos a maneira como agimos. É díficil, certamente tão ou mais difícil do que nos aceitarmos a nós mesmos como somos, mas, não valerá a pena o esforço, se é para o bem de quem amamos? Não valerá a pena dar tudo para ajudar quem é mais próximo do nosso coração, quem nós sabemos que se um dia precisarmos também lá vai estar? Na minha opinião, acho sinceramente que sim. Devemos sempre cuidar de nós mesmos, e ajudar quem precisa, porque se não o fizermos, ninguém mais fará. Só depende de nós Homem, cuidar de nós mesmos.


*Carlos

quinta-feira, 24 de julho de 2008

A Simplicidade


Até onde a Ganância Vencerá a Humildade?




Nos dias que correm, é cada vez mais difícil conseguir saciar o desejo por poder e dinheiro. É algo que se torna tão apreciado que muitos de nós ficamos sem saber onde acaba a necessidade e onde começa a ganância e luxúria. Quem tem muito, quer sempre mais. Quem tem pouco, quer sempre mais. É um ciclo vicioso! Quanto mais temos, mais queremos, mais achamos que precisamos. Seja dinheiro, estatuto, poder, influência, amigos, entre muitas outras coisas.

Gostamos tanto do estatuto social, de ter este ou aquele sobrenome, de ser filho desta ou daquela pessoa. Até mesmo de poder ajudar aqui ou ali! Sim, mesmo o voluntariado costuma ser motivo para se mostrar e enriquecer na posição e poder na sociedade. Todos os dias vemos pessoas que têm demais e abusam do que têm. Ou simplesmente, que não se apercebem do quanto têm. E todos os dias, vemos como os que nada possuem gostavam de ter mais, de poder viver melhor. Mas, até que ponto é isso bom? Quem muito tem, não se apercebe do quão sortudo é. Quem nada tem sabe que não tem nada, mas quando começa a enriquecer, esquece-se que já teve dificuldades, afasta-se de suas raízes e deixa para trás todos os que quiseram ajudar. Valerá a pena enriquecer se isso significa perder quem amamos e esquecer-mo-nos de quem somos?

Onde está a felicidade do simples? A beleza do singelo? A maravilha da calma? O sorriso de uma criança, o olhar agradecido de alguém, uma refeição simples em família, um passeio sem nada de especial com os amigos, um momento, uma palavra trocada a sós com quem amamos. Pode ser sempre tudo simples, sem riqueza nem luxo. Mas é puro e verdadeiro. Por norma quanto mais se tem, mais se esconde, mais se mente, mais se é falso. Já quem nada tem, nada precisa esconder! A vida é mais dura, mais complicada, mas certamente mais honesta e formará melhores cidadãos.

Seria óptimo que todos os altos e poderosos, perdessem parte de seu império, para que se lembrassem de como é ser alguém simples mas feliz com o pouco que tem! Ou se calhar, quem nasceu em berço de ouro, passar algum tempo sem nada, para poder sentir como também é bom uma simples brisa do campo, um simples raio de sol na praia. Não é necessário ter acesso ao mais fino "resort turístico" nem ao mais caro restaurante francês. Uma boa praia, um bom piquenique, desde que estejamos confortáveis connosco mesmo e que gostemos da companhia, sempre é bom!

Lutemos pois para terminar com as brigas, com os stresses, com os momentos de egoísmo e desentendimentos. Não vale a pena. É tão mais agradável desfrutar do que é simples, do que tentar tirar prazer do que é complexo. Não que seja mau, mas quando toda a vida assenta sob esses conceitos e acções, então entramos sim em desiquilíbrio. Todos nós precisamos de viver em sociedade, mas também de conviver com a natureza. O ar puro, a comida caseira, as obras artesanais, são parte do nosso ser, da nossa cultura. Não nos esqueçamos disso! Deixemos de parte o luxo e o mundano para apreciarmos um pouco a vida. Exultemos o simples, o puro, o que é prazeirento por si.

Sejamos equilibrados! Vivamos a vida com TUDO o que ela nos pode oferecer e não somente com o que nós queremos por ganância ou interesse.


*Carlos

quarta-feira, 23 de julho de 2008

A Liberdade


Seremos nós livre ou simples escravos?




«A liberdade é a possibilidade do isolamento. És livre se podes afastar-te dos homens, sem que te obrigue a procurá-los a necessidade do dinheiro, ou a necessidade gregária, ou o amor, ou a glória, ou a curiosidade, que no silêncio e na solidão não podem ter alimento. Se te é impossível viver só, nasceste escravo. Podes ter todas as grandezas do espírito, todas da alma: és um escravo nobre, ou um servo inteligente: não és livre. E não está contigo a tragédia, porque a tragédia de nasceres assim não é contigo, mas do Destino para si somente. Ai de ti, porém, se a opressão da vida, ela própria, te força a seres escravo. Ai de ti, se, tendo nascido liberto, capaz de te bastares e de te separares, a penúria te força a conviveres. Essa sim, é a tua tragédia, e a que trazes contigo. Nascer liberto é a maior grandeza do homem, o que faz o ermitão humilde superior aos reis, e aos deuses mesmo, que se bastam pela força, mas não pelo desprezo dela.»

Fernando Pessoa, in «Livro do Desassossego»


Bem... Mais um texto desde grande senhor que, mesmo que tenha sido um esquizofrénico múltiplo, foi um dos maiores génios da poesia... Como ele próprio diz, não interessa a sua vida, ela nada significa, ele é o que escreve e por isso passemos logo para o assunto de que pretendo falar:

Liberdade...

Um conceito muito vago, um conceito muito falado. Pode ser apenas uma palavra sem sentido que escrevemos ou dizemos, no meio de uma conversa, ou pode ser uma fonte de discussão, de debate intenso... Mas, realmente, é algo de que devemos falar: a solidão traz-nos liberdade, mas está-nos na natureza, como animais, o instinto para viver em grupos, em sociedades...

Mas conseguiremos nós esta separação, conseguiremos nós afastar-nos da sociedade desprendendo-nos de tudo e de todos? Ou teremos sempre a necessidade, como diz Pessoa, do dinheiro, gregária, de amor... Pois... valerá a pena uma vida de solidão, mesmo sendo uma vida realmente livre? À semelhança de um cavalo alado, que é livre de conquistar tanto os céus como a Terra, também ele possui essa liberdade, mas se for separado dos seus semelhantes, se ficar sozinho no mundo, sem ninguém, ele acaba por morrer...

O mesmo não acontecerá connosco? Se nos separarmos de todos, vivemos uma liberdade verdadeira, mas a que preço? Trocaremos uma vida de escravidão amada e sentida, por uma vida de liberdade em que a alma definha, e morre?

Cabe a cada um de nós decidir, se queremos lutar por uma vida livre, ou desistir e resignar-mo-nos a tudo o que o destino nos imponha.


*Carlos

A Oração


A Oração
(Um post para quem é religioso e para quem não é)



Olhar o céu,
Admirar as estrelas,
Suspirar de desejo,
Venerar a beleza.


É pois, para este céu, que muitos de nós se viram, quando se sentem mal, quando precisam de ajuda, quando se sentem a desabar... E muito rezam, pedem, através da mais simples das orações, ajuda, força, protecção para continuar a viver, para os seus problemas conseguir resolver...


Mas fará esta oração diferença?
Será este momento de prece preciso?
Teremos nós ajuda se a pedirmos?
Ou estaremos apenas a iludir-nos?


Pois, para quem tem fé, esta oração é pois necessária... ela é o conforto dos tristes, a mão que ampara os necessitados, a companhia que aquece os espírito dos mais solitários... Esta oração é pois vital, é pois algo que nos inspira e dá esperança para o dia seguinte... É ela que nos momentos dificeis nos consola... Ainda que a nossa vida, continue a mesma, é pois na fé que muitos encontramos conforto para a alma... Pois ainda que a carne apodreça, a carne continua jovem, bebendo da água da fonte da juventude eterna que é a crença, a fé...

No entanto, para quem não tem fé, tudo isto parecem ser meras palavras, mero texto escrito com intenção de enganar os outros... Mas será? Serão os que acreditam tolos por acreditar, ou os que não acreditam ignorantes por não acreditarem? É pois difícil de saber... E não podemos forçar nada, nem impingir nada em ninguém... Mas não devemos também criticar os demais:


Pois sofrerão os crentes de alucinações?
Ou serão os que não acreditam os cegos?


Ficam agora, duas coisas para ler e ouvir... em primeiro lugar uma oração a Maria (Nossa Senhora de Fátima), criada por mim que penso ser um bom exemplo de uma oração em que pedimos auxilio, e em segundo lugar, uma música interpretada por Andrea Bocelli e Celine Dion: "The Prayer"....



Oração a Maria

Ó Maria, Mãe de Cristo,
Senhora da Luz das orações,
Senhora da Esperança dos doentes,
Senhora da Paz dos corações.

És refúgio dos que pecamos,
És Mãe quando sofremos,
És consolo quando choramos,
És presença quanto te queremos.

Ouve-nos,
A nós jovens,
Teus filhos e filhos de Deus,
E ajuda-nos neste momento de oração.

Por isso pedimos:

- Para pôr em prática os dons recebidos,
O Teu Auxílio, Virgem Imaculada

- Para o próximo conseguir amar,
A Tua Força, Senhora

- Para os tempos que vivemos,
A Tua Luz, Maria

- Para o futuro que nos espera,
A Tua Bênção, Ó Mãe



"The Prayer" por Andrea Bocelli e Celine Dion





*Carlos