Existem tantas formas de ajudar neste mundo. Desde o serviço comunitário ao simples abraço. Todos podemos sim desempenhar um papel fundamental neste mundo. O que importa não é como se faz, mas sim o fazer! Dar a mão a quem precisa, quando mais precisa. Afinal de contas, somos todos da mesma espécie, todos irmãos de carne, ainda que a cor ou nacionalidade seja diferente, mas todos somos iguais, bem no fundo. E enquanto espécie, devemos apoiar-mo-nos, ajudar a que a sobrevivência e conforto seja sempre existente em todos os cantos e recantos deste grande planeta. Se os animais vivem em grupos, se defendem em grupos, se alimentam em grupos, e se apoiam em grupos, porque é que nós, Homo Sapiens, temos que ser diferentes? O dom da racionalidade não devia ajudar-nos a ser ainda mais felizes do que os simples e irracionais animais que caminham pelo mundo?
É pena que nem todos saibam que podem ajudar. Uma doação para uma instituição de caridade ou petição. Dispensar do seu tempo numa acção de voluntariado. Apoiar um familiar, vizinho ou amigo num momento de necessidade. Ajudar quem amamos quando mais precisa. Existe tanto que cada um de nós pode fazer, existe tanto que cada um de nós tem para dar e poder ser feliz e fazer os outros mais felizes. ONU, AMI, Abraço, Casa do Gaiato, Casa do Gil, e a lista continua, aparentemente interminável. É só escolher! Ou se não nos sentirmos confortáveis a ajudar através de uma instituição, porque não voluntariar-se para tomar conta de crianças, de doentes, de idosos, em hospitais, lares, até na nossa própria casa! Tanto que pode e precisa de ser feito, mas nunca ninguém sabe. Ou se calhar prefere fingir que não sabe, prefere ignorar a fatalidade deste mundo, afundando-se na sua vida, nos seus amigos, esquecendo que a vida tem mais do que aquilo que está ao nosso lado. A vida tem tanto mais.
Mas acaba por aqui? Claro que não. Talvez o mundo estivesse melhor, talvez cada pessoa fosse mais feliz se começasse por se ajudar a si mesma e a quem ama primeiro que tudo. Sim, falo de auto-estima em primeiro lugar. Antes de poder prestar auxílio a quem quer que seja, cada um precisa de estar em equilíbrio e paz consigo mesmo. Como posso apoiar alguém se eu próprio preciso de apoio? Refugiar-mo-nos em voluntariado, em desculpas, no trabalho, nada disso resulta. Temos que ser capazes de olhar para o espelho e dizer que estamos confortáveis com quem somos. Reconhecer que temos defeitos e problemas, mas que também temos qualidades, pois é esse equilíbrio que nos torna humanos. Só então, quando nos encontrar-mos a nós mesmos, só aí é que poderemos partir para uma vida feliz, em sociedade, em casal, em família, entre amigos.
E claro, além de ajudar os outros e a nós mesmos, também temos que apoiar, especialmente quem amamos. Um pai, um irmão, um companheiro, um melhor amigo. Por vezes eles passam por tanto, e nós nem nos apercebemos, achamos que não podemos ajudar, ou que não devemos. Devemos sim! Quem realmente amamos, e nos ama, por muito que negue, quando está mal, sempre precisa de um amigo. Se precisa de um tempo sozinho, acabará por precisar de alguém com quem falar mais tarde. É humano, é natural, é necessário. O desabafo, o riso, o choro, o aconselhamento. Tanta coisa que podemos, devemos e precisamos de fazer e ajudar a que seja feito. E claro, por vezes, para ajudar os outros, temos que ser capaz de reconhecer os nossos próprios erros, ver que também temos culpa, que também podemos ajudar se mudarmos a maneira como agimos. É díficil, certamente tão ou mais difícil do que nos aceitarmos a nós mesmos como somos, mas, não valerá a pena o esforço, se é para o bem de quem amamos? Não valerá a pena dar tudo para ajudar quem é mais próximo do nosso coração, quem nós sabemos que se um dia precisarmos também lá vai estar? Na minha opinião, acho sinceramente que sim. Devemos sempre cuidar de nós mesmos, e ajudar quem precisa, porque se não o fizermos, ninguém mais fará. Só depende de nós Homem, cuidar de nós mesmos.
*Carlos

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