Desde os primórdios da Humanidade que o ser humano conhece o termo sacrificio. Os homens das cavernas, executavam rituais para conseguirem ter sorte nas caçadas. Mais tarde, as civilizações voltaram a adoptar tais ritos, embora com motivos diferentes. Astecas, egípcios, maias, incas, entre muitos outros, todos sacrificavam animais e até mesmo humanos para que os deuses lhes fossem favoráveis. Rituais barbaros, que incluiam desde imolações até a estripamentos, todos eles com funções supostamente divinas e sagradas. Como se a morte fosse algo sagrado! Seria de pensar que o Homem evoluísse e percebe-se o quanto errava. Mas não. A idade Média só tornou tudo isto pior. Desde os sacrifícios pagão, aos autos-de-fé, tudo parecia estar sempre ligado à morte e ao fogo enquanto purificação da alma.
Finalmente, a civilização continuo a avançar, pelo menos dos países evoluídos do Ocidente, e os sacrifícios corporais começaram a diminuir de intensidade. Em lugar de matar alguém, começou a jejuar-se, em lugar de queimar alguém, surgiram os trabalhos comunitários. E se formos ver, no século XXI quase não existem mais os antigos sacrifícios. Pelo menos na sua forma original. Mas... com o desaparecimento dos rituais cruéis, a mente civilizada e a reflexão entraram em acção. O ser humano começou a ver, finalmente, algo que muito poucos viram durante séculos, e até mesmo milénios: o sacrificio pessoal.
Finalmente, a civilização continuo a avançar, pelo menos dos países evoluídos do Ocidente, e os sacrifícios corporais começaram a diminuir de intensidade. Em lugar de matar alguém, começou a jejuar-se, em lugar de queimar alguém, surgiram os trabalhos comunitários. E se formos ver, no século XXI quase não existem mais os antigos sacrifícios. Pelo menos na sua forma original. Mas... com o desaparecimento dos rituais cruéis, a mente civilizada e a reflexão entraram em acção. O ser humano começou a ver, finalmente, algo que muito poucos viram durante séculos, e até mesmo milénios: o sacrificio pessoal.
Em paralelo aos sacríficios brutais e exuberantes, durante toda a história do Homem sempre foi menosprezado e ignorado por muitos, o sacríficio pessoal e discreto. Um amigo, um familiar, um pai, um irmão, um filho, um marido, ou, até mesmo um desconhecido. Qualquer um por quem achamos que nos devemos sacrificar. E este tipo de sacrifício não é exuberante nem divertido. Na maioria das vezes, é de facto penoso e muito cansativo, mas, continuamos a fazê-los. Porquê? Porque continuamos nós a sofrer propositadamente se conseguimos deixar de fazer os demais sofrer nos antigos rituais bárbaros?
Ora a resposta, parece complexa, mas é simples: pois somos humanos! Todo o ser humano pensa. Todo o ser humano tem sentimentos. E a maioria dos seres humanos, ao conjugarem o seu pensamento com os seus sentimentos, apercebem-se de que podem ajudar quem amam, quem precisa, quem pede ajuda. Apercebem-se que a vida tem mais para além de si mesmos, e por isso, fazem sacrifícios. Fazer companhia a alguém, ajudar na execução de uma tarefa... tudo coisas que podemos fazer, prescindindo do nosso tempo, da nossa vida, para poder prestar auxílio. Contudo, nem sempre a perfeição existe. Se antigamente nos deparávamos com os fracos motivos para a execução de sacrifícios, hoje em dia deparamo-nos com os falsos motivos e falsas honestidades de quem se sacrifica por outrém.
- Actores e cantores que se fazem passar por caridosos, quando na verdade só querem atenção dos meios de comunicação
- Falsos amigos que só nos ajudam quando sabem que vão poder pedir algo em troca
- Membros de família que nos apoiam, para na hora certa nos trairem e deixarem sem nada
- Namorados(as), maridos/esposas que professam o seu amor tão infinito, aparentam dar tudo por nós, tudo para conseguirem no fundo abusar de quem dizem proteger
- Pessoas que fingir dar com uma mão, quando na verdade estão a tirar muito mais com a outra
Infelizmente, o mundo está cheio de fingidores e mentirosos. Até quando conseguiremos nós suportar isto? Será que não acabaremos por nos fartar de viver num mundo em que quem mente e rouba é quem vence? Não seria tão bom vivermos num conto de fadas em que o mal é derrotado e todos acabamos a viver felizes para sempre? Oh quem sabe! A verdade é que os sacrificios só mudaram de forma e motivos, mas a falsidade e interesse continuam lá. Se antigamente o poder, a luxúria e as falsas crenças eram os motivos, pois hoje em dia, podemos constatar que afinal, não mudou muito. Dinheiro, ganância, maldade, ânsia de poder.
A verdadeira questão que devemos colocar a nós mesmos é: sacrifico-me por motivos puros ou por motivos sujos? Será que finjo entregar-me aos outros, só para no final ser dono deles? Hoje em dia, poucos são aqueles, que trabalham, que se sacrificam de forma honesta e verdadeira. A maioria tem interesses por trás de todas as suas acções. Podem nem ser interesses malvados ou prejudiciais, mas... são interesses! Não percamos mais tempo com falsas caridades, com ilusões. Temos que despertar, abraçar o sacrifício e expulsar dele a falsidade. Ninguém pede que todos sejamos as novas "Madres Teresas de Calcutá". Mas... se todos dessemos um pouco, somente um pouco de nós para ajudar o próximo, então os "poucos" de todo o mundo, fariam sem duvida deste planeta, um local ideal para se habitar.
*Carlos
A verdadeira questão que devemos colocar a nós mesmos é: sacrifico-me por motivos puros ou por motivos sujos? Será que finjo entregar-me aos outros, só para no final ser dono deles? Hoje em dia, poucos são aqueles, que trabalham, que se sacrificam de forma honesta e verdadeira. A maioria tem interesses por trás de todas as suas acções. Podem nem ser interesses malvados ou prejudiciais, mas... são interesses! Não percamos mais tempo com falsas caridades, com ilusões. Temos que despertar, abraçar o sacrifício e expulsar dele a falsidade. Ninguém pede que todos sejamos as novas "Madres Teresas de Calcutá". Mas... se todos dessemos um pouco, somente um pouco de nós para ajudar o próximo, então os "poucos" de todo o mundo, fariam sem duvida deste planeta, um local ideal para se habitar.
*Carlos

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