terça-feira, 22 de junho de 2010

You are so beautiful

You are so beautiful to me
You are so beautiful to me

Can't you see

Your everything I hoped for

Your everything I need

You are so beautiful to me


Such joy and happiness you bring

Such joy and happiness you bring

Like a dream

A guiding light that shines in the night

Heavens gift to me

You are so beautiful to me

You are so beautiful to me, não consegues ver? Tudo o que esperei, tudo o que preciso, tudo o que sonhei e imaginei, nos mais longínquos momentos de fantasia está aí. You are so beautiful to me.

A alegria, a imensa felicidade que a tua pessoa me traz, quando estou contigo, quando não estou e quero estar. Tudo é um sonho, que eu continuo a sonhar vez após vez sem parar. És a minha luz, o meu guia que me mostra o caminho mesmo nos momentos mais escuros da noite mais tenebrosa.

Ninguém me pode garantir que há um céu, e mesmo eu sendo católico devoto, sei que é possível que tudo não passe de uma ilusão. Mas de nada isso me importa, pois ilusão ou não, deu-me o maior presente que eu podia querer, TU!

You are so beautiful to me,
by Joe Cocker



Dedicado a todas aquelas pessoas que sabem, que quando estou com elas, tudo é perfeito, tudo é divino, tudo é... como deveria ser sempre e a toda a hora. Obrigado por existirem, obrigado por existirem NA MINHA VIDA, obrigado simplesmente por serem quem são. Adoro-vos do fundo do meu mais íntimo ser, das profundezas do meu coração.


*Carlos


domingo, 20 de junho de 2010

O que nem sempre vemos


Por vezes, apesar de termos o dom da visão, o dom da audição, o dom do pensamento, nem sempre os utilizamos. Todos temos amigos e familiares com quem gostamos de estar, e que se nos pedirem ajuda nós de todo o coração os ajudaríamos. Mas como disse Fernando Nobre numa palestra dada em 2009 na Faculdade de Ciências Médicas, "o importante é ajudar não quando nos pedem ajuda, mas quando não nos pedem. Quando no silêncio dos sorrisos alguém precisa de nós mas não nos quer, não nos consegue dizer".

É precisamente neste silêncio das palavras, que as súplicas dos amigos deviam ser atendidas. Pensemos então em algumas situações:

Saídas, jantares e outros afins rotineiros de jovens: todos nós certamente gostamos de sair com quem mais queremos. Mas nem sempre o dinheiro chega para tudo. E por muito que não se apercebam, dói quando vemos as fotos de grupo onde não estamos, quando participamos em conversas de brincadeiras que não presenciámos. Quando alguém nos diz que nunca vamos sair com ele ou eles, que nunca entramos nas suas fotos, nas suas recordações. Até que um dia, alguém nos dia, pela calada da noite, enquanto se espera por uma boleia "hei, fazemos uma vaquinha os dois e pagas só metade". Nesse segundo, em que engolimos em seco, e na escuridão escondemos a lágrima que no canto do olho aparece, dizemos que não, que não temos tempo, que não podemos. Na verdade até podíamos, mas para nós a noite já está ganha, com aquele gesto simples de amizade profunda, de alguém que sem nos dizer que percebeu a nossa dor, nos confortou com o seu sorriso e ajuda discreta. Obrigado a todos os que aos seus entes queridos com estas acções os confortam, pois são deste momentos que eles mais se lembrarão. Mais que de todas as noitadas, jantares e cinemas que possam vir.

Eventos únicos: concertos, peças, exposições, viagens. Quem nunca gostou de ir aqui ou ali, sabendo que acontece raramente, mas... simplesmente o preço não compensava? E quantas vezes não se disse a alguém que estava a ser insensato, por achar que algo único nem sempre compensa? Paremos então e pensemos na real utilidade do dinheiro. Para alguns, ele serve para usar quando se precisa e quando se quer. Para outros se calhar, o "quando se quer" é mais limitado. Devíamos entender isso, e devíamos perceber que quando algo não se faz nem sempre é por não se querer. Por vezes, quem não foi, é quem mais queria ter ido!

Prendas: A eterna discussão do material vs simbólico. É verdade que coisas mais caras podem ser simbólicas por ser algo que queríamos muito. E certamente já todos nós dissemos ou alguém nos disse que discordava de que se oferecesse algo, pois não era simbólico. Eu próprio, já disse, como já presenciei a eterna "estás a ser mau", "estás a ser egoísta" ou a sempre cómica "ora não sejas parvo". Mas pensando atrás, se calhar o parvo fui eu. Bilhetes de concertos, peças de roupa caras, instrumentos tecnológicos exorbitantes. Claro que gostei de oferecer. Claro que quem recebeu adorou. Mas, agora que penso atrás, se pudesse, teria oferecido um livro que a pessoa não pode comprar a alguns. Teria oferecido o instrumento tecnológico a quem não o compra porque não pode, e não a quem não compra porque gastou o dinheiro em outra superficialidade. O mesmo para a peça de roupa. E se calhar a quem sugeriu a prenda simbólica em vez da outra mais cara, teria dito (mea culpa) um "olha que até tens razão" em vez do que disse e me arrependo (ter a idade que tinha, não é a meu ver desculpa pois já tinha cabecinha para pensar melhor).

As lamúrias de quem muito tem: Ok, este último tópico é algo controverso. Cada um tem os seus problemas e a sua realidade. Todos sabemos disso. Mas quantos de nós já não se queixaram de algo, que para outros seria um sonho se poderem sequer queixar? Uns de nós queixam-se ou maldizem a própria roupa ou a roupa dos demais - já pensaram que pode ser a que lhe deram? Outros queixamo-nos da falta de dinheiro, que já temos pouco - já pensaram que nós tendo pouco para coisas cuja maioria o pouco delas as torna um sonho? E alguns ainda nos queixamos de mal de amores, que somos uns coitados com namoros e triângulos amorosos - e quantos nunca sequer olharam para eles ou nunca tiveram nada seu apreciado? Todos erramos, e todos nos queixamos demais por vezes. Mas vamos a ter atenção que muita vez também já vi ou senti, a lágrima na alma, de quem ouve as lamúrias, e sorri ou conforta (principalmente na área materialista que a sentimental é relativa) quem se queixa. Se calhar em vez de nos queixarmos a céu aberto, devíamos era agradecer por mesmo não tendo dinheiro na conta, misteriosamente termos dinheiro à vontade e não nos faltar nada não é mesmo?

Enfim, acho que já deu para perceber :) Normalmente não nos cabe a nós ajudar monetária ou emocionalmente os demais. Já ajudamos se soubermos ser amigos e compreender que a nossa realidade não é a dos demais, e que temos que ter atenção às nossas reacções. Claro que quem é nosso amigo não nos leva a mal. Mas sofre, e por vezes muito sem nos dizer. Portanto, vamos a ser realmente amigos do nosso amigo e a utilizar a inteligência que felizmente maioria tem disponível ^^


*Carlos

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Ver da linha lateral



Há dias em que se está tãoooooooo cansado que até dói. Fica-se cansado de estar na lateral. Sentado, em pé, deitado, seja como for, mas sempre na lateral. A observar o jogo que incessantemente decorre na vida. Ansioso por entrar em campo, vai-se esperando, e esperando, e esperando. Mas infelizmente, para alguns, nunca saímos do banco. Nunca entramos em campo. Nunca deixamos de ver da linha lateral.


Mas enfim. Há sempre esperança de um dia entrar em jogo. De não serem sempre aqueles que estão ao nosso lado a fazê-lo. Um dia... um dia...


*Carlos

terça-feira, 15 de junho de 2010

Soundtrack de estudo




Nada melhor para animar e encorajar um estudo que uma das nossas músicas preferidas :)


*Carlos

domingo, 13 de junho de 2010

Hallelujah

I heard there was a secret chord
that david played and it pleased the lord
but you don't really care for music, do you
well it goes like this the fourth, the fifth
the minor fall and the major lift
the baffled king composing hallelujah

hallelujah...


well your faith was strong but you needed proof

you saw her bathing on the roof
her beauty and the moonlight overthrew you
she tied you to her kitchen chair
she broke your throne and she cut your hair
and from your lips she drew the hallelujah

hallelujah...


baby i've been here before
i've seen this room and i've walked this floor
i used to live alone before i knew you
i've seen your flag on the marble arch
but love is not a victory march
it's a cold and it's a broken hallelujah

hallelujah...


well there was a time when you let me know

what's really going on below
but now you never show that to me do you
but remember when i moved in you
and the holy dove was moving too
and every breath we drew was hallelujah

hallelujah...

well, maybe there's a god above

but all i've ever learned from love
was how to shoot somebody who outdrew you
it's not a cry that you hear at night
it's not somebody who's seen the light
it's a cold and it's a broken hallelujah

hallelujah...

HALLELUJAH by Rufus Wainwright



(yeah, não é a versão original, mas é a que mais gosto :P)


*Carlos


quinta-feira, 10 de junho de 2010

Dual Splitting


A partir de hoje, e porque gosto de alguma organização, dividi o blog em dois diferentes.

1 - Blog Principal: este, onde continuo a postar os pensamentos, ideias e opiniões

2 - No Name Story: o outro blog onde vou colocando em formato de arquivo os capítulos da história


*Carlos

Quando se cai, levanta-se!

Quanto mais sofremos, com mais força devemos arrancar




Há sempre aquelas alturas em que só apetece ficar em casa a deprimir. Então se estivermos a estudar para exames, basta algo correr mal, e damos por nós a escavar um poço muito fundo.

So what? E se tudo andar a correr mal? E se todas as coisas que se apresentam como boas e promissoras acabarem a ser somente desculpas criativas de alguém para nos magoar? Até a vontade de escrever aqui se foi... já nem despejar os pensamentos e emoções em palavras, fosse onde fosse, já nem isso ajudava. E eu que sempre fui de escrever tanto mais quanto mais fortes fossem as emoções, nem que fossem más.

Mas chega de auto-flagelamento psicológico. Nem todos estamos destinados a ter as mesmas coisas, muito menos a vivenciar a mesma felicidade. E se uns podem desfrutar de A ou B quando ainda são novos, se calhar outros só o poderão fazer quando já tiverem mais idade e maioria já advier de muito suor e sangue pessoal derramado. Mas se calhar, para alguns de nós essa seja a forma de ser felizes. Se calhar para alguns de nós, a felicidade que aparece facilmente não iria ser recompensadora.

Cada um tem o que merece. Quanto mais se quiser, menos se tem. Pessoalmente, acho que é tudo mentira e desculpas esfarrapadas dos tristes se alegrarem e dos alegres não se sentirem mal. Acho que todos temos que enfrentar os nossos infernos em Terra. E se os de alguns aparentam por agora ser mais flamejantes que outros, então se calhar é tudo fogo de vista. Ou se calhar é como a história da humanidade nos mostra: é tudo uma questão de geração. O que hoje flameja e arde de dor, amanhã poderá aquecer de alegria. U just never know, now do you :)


*Carlos

segunda-feira, 22 de março de 2010

Belíssimo

We are the world


União de imensas vozes famosas da actualidade. Está simplesmente ESPECTACULAR. Dispensa qualquer comentário a meu ver sendo que o vídeo em si diz tudo. É só apreciar!


We are the world 25 for Haiti

domingo, 14 de março de 2010

Pedaços de música

Bad Romance


Bem, a febre Gaga veio para ficar e ao que parece poucos conseguem resistir-lhe? Qual o seu segredo? Bem, além de efectivamente cantar bem (sim ainda há quem oiça) tem uma originalidade muito peculiar que a faz destacar-se ainda mais do conjunto de "boas vozes" que há por aí.

Deixo em seguida um dos seus vídeos, Bad Romance. Além de muito original, o final é simplesmente dos mais engraçados que há por aí. Além disso a música fica no ouvido e não quer sair :)


Bad Romance - by Lady Gaga

terça-feira, 2 de março de 2010

Momentos Belos de Fantasia IV

Mesmo após a morte, continuam a lutar
(final fantasy VII)


Ora aqui vai um update com dois vídeos. O primeiro é uma curta cena de morte. Note-se que Final Fantasy VII é um jogo antigo e portanto os gráficos são o que podemos deles esperar claro. Mas não obstante é uma das mais belas e trágicas cenas da história de jogos e filmes, sem dúvida alguma, e que imortalizou o assassino como um dos mais perigosos de sempre. O segundo filme trata-se do desfecho do jogo que em seguida passo a explicar.

JENOVA, uma forma de vida alienígena que basicamente destruía planetas e usava o que restava deles para viajar até aos próximos chega à terra. Neste mundo, existe energia. Uma espécie de Corrente de Vida (lifestream) que é a fonte de toda a vida, e para onde tudo retorna após morrer. Contudo o Homem aprendeu a utilizá-la, chamando-lhe de "Mako energy", sugando a vida ao planeta para as suas obras literalmente. É assim que a corporação Shinra descobre a história dos Cetra, o povo antigo que segundo a lenda conhecia o local da terra prometida, um local fértil em energia de vida. É esta empresa que descobre o corpo de JENOVA e o guarda, aproveitando o seu poder alienigena para criar muitos soldados (usando as células de JENOVA).

O mais poderoso destes soldados, Sephiroth, decide seguir em frente com o dever da mãe de destruir o mundo, invocando para isso um grande meteorito que destruiria a terra. É aqui que entra também Aerith. Ela é a última descendente dos Cetra e por isso é perseguida pela corporação. Vemos aqui duas linhas de história distintas:

1 - A corporação que persegue Aerith para obter a localização da terra prometida
2 - Sephiroth que almeja destruir a terra

Nisto aparece Cloud Strife, um guerreiro com células de JENOVA que ajuda Aerith a escapar junto com AVALANCHE um grupo revolucionário anti-shinra. Este grupo viaja assim, fugindo às garras da corporação e tentando impedir que Sephiroth chegue à terra prometida (pois ele seria certamente mais danificador que Shinra) chegam à parte norte do continente. Aqui, uma zona sem dúvida com aura mística e forte em energia vital do planeta, vemos como Aerith que havia desaparecido reza para que energia sagrada impeça o meteoro invocado por Sephiroth. Contudo, este último na cena considerada por muitos como a mais chocante de todos os video-jogos mata a pobre rapariga.

Vemos assim esta a ser deixada no fundo do lago, nesta zona tão mistica, enquanto o grupo de heróis foge. Eles aprendem que Sephiroth é resultado da infusão de células de JENOVA com uma criança de sangue Cetra e daí o seu imenso poder. Com o desenrolar da história, e dado o imenso poder de Sephiroth, o meteoro de facto aproxima-se da Terra. Sem o poder de Aerith para poder ajudar a impedir a catástrofe, Shinra usa todo o seu poder para com um canhão tenta impedir Sephiroth que continua a invocar o meteoro numa cratera a norte do planeta além de prender a energia sagrada invocada por Aerith. Contudo, este canhão suga imensa energia do planeta e somente faz mais uma cicatriz neste, ferindo ainda mais um mundo já tão magoado.

No final do jogo, filme este que aqui coloco, vemos a morte de Sephiroth às mãos de Cloud. O meteoro aproxima-se então fatalmente do mundo, mas a energia sagrada invocada por Aerith em vida chega para socorrer o mundo, mas dado que esta faleceu antes de completar a invocação, vemos como não é suficiente para impedir o meteoro. O planeta é forte demais contudo, e pelo que se percebe no jogo, após morrer, Aerith integra na Corrente da Vida e com o mundo usando esta energia, o próprio planeta consegue impedir o meteoro destruindo-o.

Uma bela história de como um grupo de renegados se une por uma causa maior que eles. De como uma singela vendedora de flores podia ser tão importante, e dá a sua vida pelo bem do mundo. Um conto curioso de um planeta que com a ajuda de almas puras como a de Aerith consegue curar-se e evitar a sua próprio destruição mesmo quando esta parecia inevitável. A prova de como a mais simples pessoa pode ter um grande efeito no mundo. Não é preciso sermos grandes presidentes ou figuras públicas para sermos boas pessoas, para deixarmos uma pegada, uma prece importante no mundo.

Seja no trabalho, seja com amigos ou em voluntariado. Todos nós podemos fazer o bem, e à semelhança quer de Aerith que mesmo após a morte continuou a velar por todos, quer do grupo amigo de Cloud que apesar de ser composto por vários elementos renegados pela sociedade consegue lutar por um futuro melhor, é só querer! A vida é verdade que por vezes parece atacar-nos de todos os lados como acontece nesta história, mas também é verdade que há sempre esperança. Há sempre uma mão amiga disposta a ajudar, um sorriso atencioso que estará ali à nossa espera para nos consolar.

Final Fantasy VII é hoje considerado das mais belas histórias de sempre, quer pela sua forma intrincada e cheia de reviravoltas, quer pela sua mensagem tão profunda e cenas tão belas e emocionantes. Gráficos datados dada a sua data de criação, mas como todos sabemos, nem sempre a aparência é tudo.



Aerith's Death




Final Fantasy VII Scene

segunda-feira, 1 de março de 2010

Momentos Belos de Fantasia III

Palavras que ficaram por dizer
(final fantasy X-2)


Para terminar o update de hoje, deixo uma terceira cutscene, respectiva à sequela do jogo que já referi: Final Fantasy X-2. Aqui, a dor é substituída pela frustração. A morte, sempre presente dado o tema do jogo mas aqui em foque de forma diferente.

Após ter derrotado Sin, sem nada para fazer, Yuna torna-se uma caçadora de esferas, items que à semelhança de cassetes e CD's eram usados para fazer gravações, e numa das quais ela vê um homem parecido a Tidus, o que a leva a querer saber mais. Algumas destas esferas permitiam que Yuna e as suas colegas através de tecnologia moderna, conseguissem aceder a certas habilidades (desde cantar a ser "experts" em alquimia por exemplo). A de dança em especial, aparentava ter sido propriedade de uma cantora/summoner de há mil anos atrás - Lenne. Através da esfera, e dada a sua semelhança, Yuna começa a ter sonhos com Lenne, e o misterioso personagem parecido com Tidus aparenta reconhecer Lenne em Yuna!

Com o desenrolar da história, aprendemos que 1000 anos antes, Shuyin (o rapaz mistério) era um jogador famoso de blitzball (o jogo popular da altura) e amante de Lenne, uma cantora popular e summoner de topo. Sabe-se que a memória de Shuyin sonhada pelos faith (como já falado em posts anteriores) iria dar origem ao Tidus da história que aparece no jogo o que explica o porquê de Lenne se manifestar através de Yuna que também era cantora, summoner e por sinal amante do "humano" criado a partir da memória de Shuyin. Ambos tendo vivido na época das guerras tecnológicas presenciaram a terrível guerra entre Zanarkand e Bevelle. Nesta guerra, Zanarkand envia os summoners para a frente de batalha, separando o casal. Isto leva a que Shuyin temendo a morte de Lenne pense que a única forma de a salvar era infiltrar-se em Bevelle, comandar a sua arma de destruição maçiça Vegnagun (que nunca chegou efectivamente a ser usada no passado dado o aparecimento de Sin) e destruir Bevelle, acabando com a luta.

Lenne, sendo uma pessoa de bem apercebe-se das intenções do amado e incapaz de deixar que ele matasse os inocentes cidadãos de Bevelle por ela, segue-o. Encontra Shuyin em Bevelle quando ele está a começar a comandar o painel de controlo de Vegnagun (um orgão musical!) e antes que ele pudesse usar o canhão gigante do monstro para destruir a cidade ela pede-lhe que pare. Shuyin acede aos pedidos de Lenne, mas um grupo de soldados de Bevelle chega no mesmo instante e mata a tiro o casal. Fatalmente ferido, Shyuin não consegue ouvir as confissões de Lenne de amor por ele antes de morrer ao contrário de Tidus que ouve Yuna a dizer que o ama antes de desvanecer.

Assim, ao longo dos seguintes 1000 anos, o desespero e frustração de Shuyin acerca da sua incapacidade de salvar Lenne uniu-se a pyreflies (pequenos seres que conseguem aceder aos sentimentos das pessoas e materializa-los ainda que somente de forma temporária e holográfica) de tal forma que nunca teria descanso nem na morte e para sempre reviveria essa tragédia, essa sua falha. Ao longo do tempo, o sentimento tornou-se tão poderoso que começou a agir por si mesmo, vindo a pensar que para além de ajudar as pessoas, conseguiria "desvanecer" junto com Lenne se destruísse o mundo. Sabendo disto, Yuna apercebe-se que quem controlava os líderes das facções inimigas (após a era dos summons surgiram principalmente dois "partidos": Youth Leage - os guerreiros práticos e que recusavam manter a religião de Yu Yevon e o culto aos summoners; New Yevon - a reformulação da igreja de Yu Yevon que se tentava adaptar ao novo mundo sem perder os antigos costumes) actualmente era Shuyin (possuindo-os) e que se os soldados em si não perdessem o ódio entre si e se unissem, o mundo poderia ser destruido, por um plano com 1000 anos de congeminação.

Yuna faz então um concerto onde reúne ambos os partidos, e usando a esfera de Lenne projecta por acidente no ecrã gigante as memórias de Lenne dos seus últimos momentos. Vendo as imagens projectadas e acompanhadas pela canção de Yuna, as pessoas começam a perceber que lutar entre si era contra producente e Yuna percebe finalmente ao ver Lenne a cantar ao seu lado em espírito o porquê de Shuyin a confundir com Lenne.

Uma história que apesar de complicada e cheia de reviravoltas, se resume à frustração e dor que existe quando não ouvimos as palavras certas da pessoa certa. Não necessariamente um amo-te como no caso da história. E nem havendo consequências tão dramáticas como a destruição mundial. Mas o facto é que por vezes faz falta ouvir aquelas frases. "Obrigado", "sempre que precisares estou aqui", "gosto de ti", isto claro citando só as mais óbvias pois na mente de cada um milhentas outras frases que adoraríamos ter dito ou ouvido podem aparecer.

Às vezes pode parecer desnecessário mas o pior arrependimento às vezes, é o de não termos dito o que queríamos e depois perdermos a chance pois como também sabemos, nem sempre teremos as mesmas oportunidades na vida. Ou então o revés: não termos ouvido o que tanto queríamos ouvir enquanto podíamos ouvi-lo e depois... já não podermos mais ter essa chance.

Segue em seguida o concerto de Yuna, intercalado com outras cenas pois a versão da música que quero mostrar é a completa e no jogo somente aparece a resumida. Sendo uma das músicas mais belas e com mais significado da série, já para não falar a minha preferida, foi previamente usada noutro post onde abordei o assunto a ela respeitante mais em foco sem explicar a história em si (motivo principal deste post. historia e realidade, o paralelismo) e onde forneço também a letra da música e a cutscene original do jogo em incrementos.

Post >> 100 words - Quando devíamos falar... mas não falamos... (Novembro de 2008)


1000 Words

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Momentos Belos de Fantasia II

A Dor de Amar
(final fantasy X)


Mais uma cutscene (sequência de filme incluída num jogo) a comentar, do mesmo jogo que a anterior. Mas esta apesar de ter dor, não fala sobre decisões difíceis a tomar, mas sobre como não podemos evitar fugir de algumas coisas. Em especial de quando sabemos que NÃO DEVEMOS fazer ou sentir algo, mas mesmo assim o coração nos ultrapassa a razão.

Como já referido anteriormente, Final Fantasy X conta uma história de invocadores que lutam para derrotar Sin, um "monstro invocado" a partir dos sonhos e almas da faith. Nesta cutscene em especial já sabemos do triste facto de que para enfrentar Sin, Yuna ao invocar o final summon, após a luta que derrota Sin, é também ela morta pelo seu próprio summon. Ainda sem saberem que este summon final serviria para que Yu Yevon ressuscitasse Sin alguns anos depois, Yuna debate-se com o terrível sentimento de amar o jovem Tidus, mesmo sabendo que terá que morrer, pensando ela não haver outra solução. Já Tidus teme pela morte de Yuna, recusando-a firmemente, apelando ao bom senso e dizendo que "tem que haver outra forma".

Assim, vemos como Tidus apoia Yuna e a encoraja a não desistir da sua vida, mas como Yuna por muito que queira não consegue esquecer os seus deveres. E isto leva-a à tristeza total pois quer ser fiel ao seu dever mas não quer amar alguém sabendo que não poderá estar ao seu lado após derrotar o inimigo. É triste sem dúvida este dilema, o de amar alguém sabendo que a relação está condenada logo de príncipio. E para piorar, mais adiante, descobrem que existe sim outra solução mas que ela implicará o desaparecimento de Tidus.

Um dilema difícil o deste casal protagonista. Para vencerem, um terá que desaparecer de qualquer das formas. E é um pouco isto que vemos por vezes como obstáculo da vida. Como gostamos da pessoa certa no momento errado. Como gostamos da pessoa errada no momento errado. Ou pior: quando gostamos da pessoa, no momento certo, mas o destino revela surpresas desagradáveis que levam a um fim prematuro do romance. Seja o fim dramático como a morte (que é mais frequente do que se pensa nos dias que correm infelizmente), um distanciamento físico, um medo que de tão grande leva a um distanciamento emocional. Enfim. Todos sabemos que existem inúmeras coisas que podem acontecer e que podem tornar o acto de amar doloroso embora ele seja inevitável também em muitos casos.

E é isto que mostro em seguida. A cena em que Yuna se debate com estes problemas, mas acaba por não conseguir vencer a razão, e ceder à sua paixão. Acompanhado claro por uma das músicas mais belas da saga.



Suteki da Ne

Momentos Belos de Fantasia I

Despedidas e Recomeços
(final fantasy X)


Sem dúvida um dos melhores exemplos para explicar alguns difíceis momentos da nossa vida. Às vezes perdemos as coisas que mais gostávamos. As que mais queríamos ter ali ao nosso lado para sempre. Contudo, a vida não pode parar só porque a de alguém terminou. Há que ser forte e enfrentar o futuro. Haverá sem dúvida coisas melhores a viver, mais sorrisos para ter, mais lágrimas para derramar.

É então por um fim que começo a sequência de vídeos da minha série favorita. Final Fantasy X, um final em que, para livrar um mundo inteiro de "Sin" a calamidade que de tempos a tempos assolava o planeta e fazia todos viver em terror, se prescinde do mais precioso que se tem. No final, apercebe-se que à semelhança das invocações, também esta catástrofe cíclica era produto do sonho de muitas pessoas. Sim pois neste mundo os sonhos conseguem ser canalizados, através das preces e invocações dos "summoners", pessoas dedicadas à paz no mundo. Assim, cada summoner usava as preces dos sonhadores, que com a sua fé (ou não se chamassem faith) se deixavam aprisionar em rochas, eternamente sonhando sem descanso, para que pudessem com a sua ajuda, criar algo bom e belo. Os summons, ajudavam os summoners a combater Sin, na tentativa de o destruir e de trazer a paz ao mundo. Infelizmente os nossos heróis descobrem que o summon mais forte consome a vida ao seu invocador, e derrotando Sin por "algum tempo" permite que Yu Yevon se possua deste para aos poucos restituir Sin.

Seria assim um ciclo interminável. Summoners lutavam para obter o máximo de summons possiveis, para se fortalecer o suficiente para atingir o final summon, com o qual renovavam a "esperança" de que fosse desta que Sin nunca mais voltasse. Yuna e os seus colegas, recusando apoiar esta falta esperança, destroem quem lhes podia dar o poder do summon final, e com a ajuda da tecnologia proíbida (pois segundo Yu Yevon criador da religião moderna, a tecnologia tinha levado o homem à vergonha e luxúria que havia arruinado o mundo cheio de pecado e trazido Sin à existência para os punir) conseguem entrar dentro do grande monstro e defrontar-se com Yu Yevon. Derrotando os seus próprios summons, Yu Yevon fica sem ter corpos para possuir e aparece ele mesmo, sendo consequentemente derrotado.

Ora até aqui é uma história como qualquer outra. Mas à semelhança da nossa vida, todas as vitórias têm um preço. E neste caso, derrotar Yu Yevon, eliminar Sin, consistia em permitir aos sonhadores, faith, que deixassem de sonhar. Isto levaria claro que que nenhum outro summon voltasse a ser feito e garantia o fim do terror que assolava o mundo. Desta vez para sempre! Contudo, ao invocar Sin, Yu Yevon também invocava através das muitas pessoas jazidas nas ruínas de Zanarkand, uma cidade destruída outrora aquando das grandes lutas de tecnologia, as memórias desta mesma cidade. Assim uma cidade invocada, a partir de memórias existia em Sin. E é aqui que Tidus, o protagonista e apoiante de Yuna aparece. Ele, por estranho que possa parecer, era um produto desta invocação que consegue chegar ao mundo real. Sabendo que deixando de sonhar, Tidus desaparecia, Yuna torna-se relutante a seguir em frente pois não queria perder quem amava.

Assim, numa dura escolha entre a felicidade e vida de paz de todas as pessoas no mundo, e a própria existência do seu amado e de provavelmente mais pessoas que existiriam na sua situação, Yuna segue em frente e derrota Yu Yevon. É esta cena final que aqui colocarei em seguida. O momento terminal da história, em que Yuna derrotou Sin, e executa agora um ritual, o "sending", encaminhando as almas dos sonhadores para o além, e com isto, selando o desaparecimento de Tidus. Após esta cena, vemos como o mundo rejubila em alegria pois finalmente após muitos anos poderão descansar em paz, livre de Sin.

Sem dúvida uma das melhores obras dos criadores da série. Exemplificativa neste final de como as decisões mais importantes da nossa vida, que trarão mais felicidade, muitas vezes implicam que muita tristeza também apareça. Mas que apesar de tudo, devemos ser fortes, e se for o caso seguir em frente. No caso, há a passagem de Yuna que encerra o jogo, que gostaria de salientar pois é sem dúvida das decisões mais difíceis que qualquer um de nós enfrenta na vida: a morte, como nos despedirmos de alguém que já não mais está entre nós e seguir em frente sem a deixar partir realmente. Em anexo posto também o vídeo da cutscene do "sending" que vemos Yuna fazer durante o jogo, enviando as almas dos falecidos na ilha de Kilika após um ataque massivo de Sin.


"Just one more thing. The people and the friends that we have lost, or the dreams that have faded. Never forget them"


Final Fantasy X Ending Theme




Yuna's Sending in Kilika Island