Palavras que ficaram por dizer
(final fantasy X-2)
Para terminar o update de hoje, deixo uma terceira cutscene, respectiva à sequela do jogo que já referi: Final Fantasy X-2. Aqui, a dor é substituída pela frustração. A morte, sempre presente dado o tema do jogo mas aqui em foque de forma diferente.
Após ter derrotado Sin, sem nada para fazer, Yuna torna-se uma caçadora de esferas, items que à semelhança de cassetes e CD's eram usados para fazer gravações, e numa das quais ela vê um homem parecido a Tidus, o que a leva a querer saber mais. Algumas destas esferas permitiam que Yuna e as suas colegas através de tecnologia moderna, conseguissem aceder a certas habilidades (desde cantar a ser "experts" em alquimia por exemplo). A de dança em especial, aparentava ter sido propriedade de uma cantora/summoner de há mil anos atrás - Lenne. Através da esfera, e dada a sua semelhança, Yuna começa a ter sonhos com Lenne, e o misterioso personagem parecido com Tidus aparenta reconhecer Lenne em Yuna!
Com o desenrolar da história, aprendemos que 1000 anos antes, Shuyin (o rapaz mistério) era um jogador famoso de blitzball (o jogo popular da altura) e amante de Lenne, uma cantora popular e summoner de topo. Sabe-se que a memória de Shuyin sonhada pelos faith (como já falado em posts anteriores) iria dar origem ao Tidus da história que aparece no jogo o que explica o porquê de Lenne se manifestar através de Yuna que também era cantora, summoner e por sinal amante do "humano" criado a partir da memória de Shuyin. Ambos tendo vivido na época das guerras tecnológicas presenciaram a terrível guerra entre Zanarkand e Bevelle. Nesta guerra, Zanarkand envia os summoners para a frente de batalha, separando o casal. Isto leva a que Shuyin temendo a morte de Lenne pense que a única forma de a salvar era infiltrar-se em Bevelle, comandar a sua arma de destruição maçiça Vegnagun (que nunca chegou efectivamente a ser usada no passado dado o aparecimento de Sin) e destruir Bevelle, acabando com a luta.
Lenne, sendo uma pessoa de bem apercebe-se das intenções do amado e incapaz de deixar que ele matasse os inocentes cidadãos de Bevelle por ela, segue-o. Encontra Shuyin em Bevelle quando ele está a começar a comandar o painel de controlo de Vegnagun (um orgão musical!) e antes que ele pudesse usar o canhão gigante do monstro para destruir a cidade ela pede-lhe que pare. Shuyin acede aos pedidos de Lenne, mas um grupo de soldados de Bevelle chega no mesmo instante e mata a tiro o casal. Fatalmente ferido, Shyuin não consegue ouvir as confissões de Lenne de amor por ele antes de morrer ao contrário de Tidus que ouve Yuna a dizer que o ama antes de desvanecer.
Assim, ao longo dos seguintes 1000 anos, o desespero e frustração de Shuyin acerca da sua incapacidade de salvar Lenne uniu-se a pyreflies (pequenos seres que conseguem aceder aos sentimentos das pessoas e materializa-los ainda que somente de forma temporária e holográfica) de tal forma que nunca teria descanso nem na morte e para sempre reviveria essa tragédia, essa sua falha. Ao longo do tempo, o sentimento tornou-se tão poderoso que começou a agir por si mesmo, vindo a pensar que para além de ajudar as pessoas, conseguiria "desvanecer" junto com Lenne se destruísse o mundo. Sabendo disto, Yuna apercebe-se que quem controlava os líderes das facções inimigas (após a era dos summons surgiram principalmente dois "partidos": Youth Leage - os guerreiros práticos e que recusavam manter a religião de Yu Yevon e o culto aos summoners; New Yevon - a reformulação da igreja de Yu Yevon que se tentava adaptar ao novo mundo sem perder os antigos costumes) actualmente era Shuyin (possuindo-os) e que se os soldados em si não perdessem o ódio entre si e se unissem, o mundo poderia ser destruido, por um plano com 1000 anos de congeminação.
Yuna faz então um concerto onde reúne ambos os partidos, e usando a esfera de Lenne projecta por acidente no ecrã gigante as memórias de Lenne dos seus últimos momentos. Vendo as imagens projectadas e acompanhadas pela canção de Yuna, as pessoas começam a perceber que lutar entre si era contra producente e Yuna percebe finalmente ao ver Lenne a cantar ao seu lado em espírito o porquê de Shuyin a confundir com Lenne.
Uma história que apesar de complicada e cheia de reviravoltas, se resume à frustração e dor que existe quando não ouvimos as palavras certas da pessoa certa. Não necessariamente um amo-te como no caso da história. E nem havendo consequências tão dramáticas como a destruição mundial. Mas o facto é que por vezes faz falta ouvir aquelas frases. "Obrigado", "sempre que precisares estou aqui", "gosto de ti", isto claro citando só as mais óbvias pois na mente de cada um milhentas outras frases que adoraríamos ter dito ou ouvido podem aparecer.
Às vezes pode parecer desnecessário mas o pior arrependimento às vezes, é o de não termos dito o que queríamos e depois perdermos a chance pois como também sabemos, nem sempre teremos as mesmas oportunidades na vida. Ou então o revés: não termos ouvido o que tanto queríamos ouvir enquanto podíamos ouvi-lo e depois... já não podermos mais ter essa chance.
Segue em seguida o concerto de Yuna, intercalado com outras cenas pois a versão da música que quero mostrar é a completa e no jogo somente aparece a resumida. Sendo uma das músicas mais belas e com mais significado da série, já para não falar a minha preferida, foi previamente usada noutro post onde abordei o assunto a ela respeitante mais em foco sem explicar a história em si (motivo principal deste post. historia e realidade, o paralelismo) e onde forneço também a letra da música e a cutscene original do jogo em incrementos.
Post >> 100 words - Quando devíamos falar... mas não falamos... (Novembro de 2008)
1000 Words(final fantasy X-2)
Para terminar o update de hoje, deixo uma terceira cutscene, respectiva à sequela do jogo que já referi: Final Fantasy X-2. Aqui, a dor é substituída pela frustração. A morte, sempre presente dado o tema do jogo mas aqui em foque de forma diferente.
Após ter derrotado Sin, sem nada para fazer, Yuna torna-se uma caçadora de esferas, items que à semelhança de cassetes e CD's eram usados para fazer gravações, e numa das quais ela vê um homem parecido a Tidus, o que a leva a querer saber mais. Algumas destas esferas permitiam que Yuna e as suas colegas através de tecnologia moderna, conseguissem aceder a certas habilidades (desde cantar a ser "experts" em alquimia por exemplo). A de dança em especial, aparentava ter sido propriedade de uma cantora/summoner de há mil anos atrás - Lenne. Através da esfera, e dada a sua semelhança, Yuna começa a ter sonhos com Lenne, e o misterioso personagem parecido com Tidus aparenta reconhecer Lenne em Yuna!
Com o desenrolar da história, aprendemos que 1000 anos antes, Shuyin (o rapaz mistério) era um jogador famoso de blitzball (o jogo popular da altura) e amante de Lenne, uma cantora popular e summoner de topo. Sabe-se que a memória de Shuyin sonhada pelos faith (como já falado em posts anteriores) iria dar origem ao Tidus da história que aparece no jogo o que explica o porquê de Lenne se manifestar através de Yuna que também era cantora, summoner e por sinal amante do "humano" criado a partir da memória de Shuyin. Ambos tendo vivido na época das guerras tecnológicas presenciaram a terrível guerra entre Zanarkand e Bevelle. Nesta guerra, Zanarkand envia os summoners para a frente de batalha, separando o casal. Isto leva a que Shuyin temendo a morte de Lenne pense que a única forma de a salvar era infiltrar-se em Bevelle, comandar a sua arma de destruição maçiça Vegnagun (que nunca chegou efectivamente a ser usada no passado dado o aparecimento de Sin) e destruir Bevelle, acabando com a luta.
Lenne, sendo uma pessoa de bem apercebe-se das intenções do amado e incapaz de deixar que ele matasse os inocentes cidadãos de Bevelle por ela, segue-o. Encontra Shuyin em Bevelle quando ele está a começar a comandar o painel de controlo de Vegnagun (um orgão musical!) e antes que ele pudesse usar o canhão gigante do monstro para destruir a cidade ela pede-lhe que pare. Shuyin acede aos pedidos de Lenne, mas um grupo de soldados de Bevelle chega no mesmo instante e mata a tiro o casal. Fatalmente ferido, Shyuin não consegue ouvir as confissões de Lenne de amor por ele antes de morrer ao contrário de Tidus que ouve Yuna a dizer que o ama antes de desvanecer.
Assim, ao longo dos seguintes 1000 anos, o desespero e frustração de Shuyin acerca da sua incapacidade de salvar Lenne uniu-se a pyreflies (pequenos seres que conseguem aceder aos sentimentos das pessoas e materializa-los ainda que somente de forma temporária e holográfica) de tal forma que nunca teria descanso nem na morte e para sempre reviveria essa tragédia, essa sua falha. Ao longo do tempo, o sentimento tornou-se tão poderoso que começou a agir por si mesmo, vindo a pensar que para além de ajudar as pessoas, conseguiria "desvanecer" junto com Lenne se destruísse o mundo. Sabendo disto, Yuna apercebe-se que quem controlava os líderes das facções inimigas (após a era dos summons surgiram principalmente dois "partidos": Youth Leage - os guerreiros práticos e que recusavam manter a religião de Yu Yevon e o culto aos summoners; New Yevon - a reformulação da igreja de Yu Yevon que se tentava adaptar ao novo mundo sem perder os antigos costumes) actualmente era Shuyin (possuindo-os) e que se os soldados em si não perdessem o ódio entre si e se unissem, o mundo poderia ser destruido, por um plano com 1000 anos de congeminação.
Yuna faz então um concerto onde reúne ambos os partidos, e usando a esfera de Lenne projecta por acidente no ecrã gigante as memórias de Lenne dos seus últimos momentos. Vendo as imagens projectadas e acompanhadas pela canção de Yuna, as pessoas começam a perceber que lutar entre si era contra producente e Yuna percebe finalmente ao ver Lenne a cantar ao seu lado em espírito o porquê de Shuyin a confundir com Lenne.
Uma história que apesar de complicada e cheia de reviravoltas, se resume à frustração e dor que existe quando não ouvimos as palavras certas da pessoa certa. Não necessariamente um amo-te como no caso da história. E nem havendo consequências tão dramáticas como a destruição mundial. Mas o facto é que por vezes faz falta ouvir aquelas frases. "Obrigado", "sempre que precisares estou aqui", "gosto de ti", isto claro citando só as mais óbvias pois na mente de cada um milhentas outras frases que adoraríamos ter dito ou ouvido podem aparecer.
Às vezes pode parecer desnecessário mas o pior arrependimento às vezes, é o de não termos dito o que queríamos e depois perdermos a chance pois como também sabemos, nem sempre teremos as mesmas oportunidades na vida. Ou então o revés: não termos ouvido o que tanto queríamos ouvir enquanto podíamos ouvi-lo e depois... já não podermos mais ter essa chance.
Segue em seguida o concerto de Yuna, intercalado com outras cenas pois a versão da música que quero mostrar é a completa e no jogo somente aparece a resumida. Sendo uma das músicas mais belas e com mais significado da série, já para não falar a minha preferida, foi previamente usada noutro post onde abordei o assunto a ela respeitante mais em foco sem explicar a história em si (motivo principal deste post. historia e realidade, o paralelismo) e onde forneço também a letra da música e a cutscene original do jogo em incrementos.
Post >> 100 words - Quando devíamos falar... mas não falamos... (Novembro de 2008)
2 comentários:
Era mais facil dizeres-lhe que ainda o Amas
Quando tenho que dizer digo-o ^^ Felizmente não tenho problemas no departamento da honestidade e frontalidade :)
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